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POLÍCIA

Assaltos são constantes no Portal da Amazônia

A placa pendurada em um muro de madeira, em frente a uma residência, diz claramente, em letras garrafais e escritas com latas de spray preto: “Perigo assalto! Mais segurança”. Este é o aviso e o pedido de moradores que moram às proximidades do Portal da A

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A placa pendurada em um muro de madeira, em frente a uma residência, diz claramente, em letras garrafais e escritas com latas de spray preto: “Perigo assalto! Mais segurança”. Este é o aviso e o pedido de moradores que moram às proximidades do Portal da Amazônia, bairro do Jurunas, em Belém, inconformados com os constantes assaltos sofridos por visitantes, turistas e por próprios residentes da área que o frequentam.

Inaugurado no dia 30 de junho de 2012, o espaço levou seis anos para ser concluído. O Portal da Amazônia conta com mais de 1,5 mil metros de área de lazer. Porém, quem vive perto e trabalha no local denuncia a insegurança e os constantes assaltos cometidos contra turistas, visitantes e aos próprios moradores.

Logo na entrada da orla está escrito em um longo banner: “Orla de Belém, feita pra você. Entre e conheça!”. Apesar de ter se tornado um ponto turístico em que é possível ter uma vista privilegiada para o Rio Guamá, para assistir um belo pôr do sol, para encontro de casais, passeio de famílias e amigos, para muitos o final da mensagem de boas vindas deveria ser substituído para “e seja assaltado”.

HORA DE ROUBAR

Na própria orla do Portal da Amazônia os riscos de assalto são constantes, segundo os moradores. Os horários escolhidos para os delitos seriam no final da tarde, durante a noite e a madrugada, horários em que, de acordo com eles, a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal de Belém (GMB) não seriam eficazes em suas rondas ostensivas para combater os criminosos.

“Logo quando foi inaugurado havia muita polícia, guardas municipais e a gente podia se sentir seguro. Mas o tempo foi passando e os assaltos começaram e a segurança sumiu. Quase todos os dias acontecem assaltos. Não só aqui na orla, mas nas vias de acesso”, disse o vigilante noturno Jorge Trindade, 42.

Conforme ele, no final da tarde e durante o período da noite são os momentos em que mais ocorrem assaltos. “Por causa dos assaltos a veículos e a pessoas que passeiam e caminham, muitos deixaram de vim por medo. Eu mesmo só venho porque preciso trabalhar. Durante o dia é tranquilo. A partir das 5h as pessoas vem caminhar, correr, fazer exercícios, mas depois das 18h já começa a ficar perigoso, principalmente durante o final da noite e pela madrugada. É uma obra muito bonita, mas a segurança por aqui está muito insuficiente”, finalizou.

Bandidos seriam das redondezas

As áreas de lazer com quadras de esporte, equipamentos de ginástica, restaurantes e quiosques são visadas por quem tem os olhos atentos para o crime. O comerciante André dos Santos*, 31, enfatizou os perigos de quem frequenta a orla e trafega ou caminha para chegar ao portal, dizendo que quem comete os roubos são bandidos que moram pelas proximidades.

“Esta área é muito perigosa, sempre foi, mas agora está bem pior. Depois que a orla foi inaugurada muitos bandidos atraíram sua atenções para quem vem aqui. Os próprios quiosques já foram arrombados. Depois da quadra de esportes é considerada ‘área vermelha’. É onde os ladrões mais roubam as pessoas. Eles costumam fugir pela Passagem Santa Fé, mas também correm para a Marcílio Dias e outras”, declarou.

AVISO DE PERIGO

Cansados de tantos roubos na área, no trecho da Avenida Bernardo Sayão entre as ruas Cesário Alvim e Oswaldo de Caldas Brito, parte integrante da obra, foi erguida por moradores a placa de aviso de risco de assaltos e que ao mesmo tempo é um pedido por mais segurança - “Perigo assalto! Mais segurança”.

O local seria, de acordo com eles, este seria um dos trechos bastante utilizados por criminosos para cometerem roubos, principalmente, a veículos que realizam um retorno localizado perto da placa. Segundo eles, a maioria dos roubos ocorre no momento em que os visitantes saem ou chegam do portal.

O momento seria favorável porque os motoristas, obviamente, precisam reduzir a velocidade de seus carros antes de dobrar. Ao fazerem a conversão, além de terem o conhecimento do risco que correm - lendo o aviso que fica logo à frente -, podem ser mais uma das vítimas dos bandidos.

*Para manter suas integridades físicas, os entrevistados preferiram manter o sigilo de suas identidades. Portanto, os nomes descritos na publicação são fictícios.

(Diário do Pará)

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