Madson Roney da Silva Carvalho, 22, também conhecido como “Groselha”, foi detido na manhã de sexta-feira (27), logo após confessar que matou o desafeto, Raimundo Nonato da Silva Ferreira, 38, amarrado, amordaçado e queimado no dia 24 de março, no bairro do Icuí, em Ananindeua. As investigações e denúncias anônimas da comunidade ajudaram a polícia localizar e prender Madson, que foi apresentado na Seccional Urbana da Cidade Nova, onde o caso estava sendo investigado.
Em conversa com a reportagem, o acusado detalhou como teria supostamente cometido o crime. “Eu tava chateado porque não consegui o trabalho que ia pegar naquele dia e esse cara começou a mexer comigo, tirar onda. Ele tava bebendo num bar lá na rua desde cedo e toda vez era isso, ficava bebendo e mexendo com os outros, mas a gente era direito, não tinha briga nenhuma. Até disse para ele não tirar barato comigo porque não me conhecia. Ficou me chamando de ladrão e tudo. Fiquei ‘mordido’ com ele. Fui atrás dele quando ele já tava dormindo sozinho. Era de madrugada”, disse.
“Tava drogado. Tinha fumado maconha. Com a minha blusa, enforquei ele, ficou morto lá e fui embora. Depois de dois dias, olhei pela janela e vi ele deitado. Ninguém sabia de nada. Me perguntavam sobre ele, mas eu dizia que não tinha visto. Não tava acreditando que ele tava morto e entrei de novo. O álcool tava ali, na minha frente. A minha única opção para ninguém descobrir que tinha sido eu, para tirar as digitais dele, coloquei fogo no corpo”, detalhou.
Madson disse estar arrependido, pois, segundo ele, estava trabalhando e tentando sair da vida do crime. “Eu sou conhecido por causa de assalto e droga. Já fui preso umas e outras vezes. Mas, dessa vez, me arrependo mesmo. Já tava até trabalhando”, disse. De acordo com o chefe de operações Carlos Moreira, o crime estava sendo investigado desde o dia 27, quando o corpo de Raimundo, o “Tchaca”, foi encontrado carbonizado dentro da casa dele, na ocupação Antônio Conselheiro, no Icuí. “O delegado diretor da seccional, Adelino Souza, autorizou a prisão de Madson e já solicitou a preventiva à justiça”, comentou.
(Diário do Pará)
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