Um investigador da Polícia Civil, lotado no município de Brasil Novo, sudoeste do Pará, e um comparsa, acusado de atuar como "hacker", estão presos em Altamira por tentativa de extorsão a um funcionário do Banco do Brasil (BB). O caso ocorreu na manhã desta segunda-feira (29).
De acordo com o delegado Cristiano Nascimento, de Altamira, a prisão foi motivada após denúncia realizada por um funcionário da agência do BB de Brasil Novo, que encontrou documentos que continham possíveis fraudes em contratos de crédito e, ao avisar à Polícia Civil, acabou sendo interpelado pelo investigador Sales Silva que tentou usar de extorsão.
"Ao ser avisado pelo gerente das possíveis fraudes o investigador Sales passou a exigir vantagens e extorquir o funcionário juntamente com o Erecide Júnior, que trabalhou como 'hacker' obtendo informações do banco, inclusive usando o computador da delegacia", afirmou Nascimento.
Ainda segundo o delegado, o procedimento rotineiro e legal não foi feito pelo investigador, que passou a escoltar a vítima e ameaçá-la. "Eles simplesmente passaram a acompanhar todos os seus passos e levaram o caso para o destacamento de Brasil Novo, ao invés de avisarem a Polícia Civil. O chefe do destacamento, vendo a situação, acabou por avisar a Corregedoria, que investigou e comprovou a situação", detalhou Cristiano.
Sales Silva, que será transferido para o presídio Anastácio da Neves, em Americano, responderá pelos crimes de prevaricação, ou seja, ter sido noticiado e não ter comunicado oficialmente as autoridades competentes; desvio de sigilo funcional, quando permitiu que um hacker usasse uma máquina da delegacia; e concussão, que é o uso de cargo público para obtenção de vantagens.
Erecide Júnior, por sua vez, responderá pelos crimes de usurpação de cargo público, extorsão e tráfico de influência. O delegado Cristiano informa ainda que Erecide está preso na Delegacia de Altamira e deverá ser encaminhado para um presídio.
(DOL)
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