Juliana Fonseca, de 44 anos, teve a casa onde vivia, na Alameda Parque dos Igarapés, bairro do 40 Horas, em Ananindeua, completamente incendiada pelo ex-companheiro Antônio. Segundo ela, passava das 22h do último domingo, quando ele teria chegado ao local, colocado fogo em tudo e ido embora. Por ele ser usuário de drogas, ela conta que o comportamento agressivo dele após o consumo teria sido a causa da separação. Ela garante que continua a receber ameaças.
“Ele (Antônio) não aceita a separação, mas eu não aguentava mais. Ele me espancava, já fiz queixas anteriores na delegacia contra ele, essa não é a primeira vez”, relata Juliana Fonseca.
Em fevereiro, no feriado de Carnaval, Juliana conta que o ex-marido apareceu na casa dela com duas facas escondidas por baixo da camisa. “Quando vi as facas saí correndo pelos fundos da casa. Ele estava muito bebido, acho que ele ia me matar”. Na ocasião, Juliana conseguiu chamar uma viatura da Polícia Militar que levou o homem até a seccional, mas depois o liberou.
A casa de madeira de apenas dois cômodos, onde Juliana vivia há 13 anos, ficou totalmente destruída, incluindo os poucos móveis e objetos que ela conta ter conseguido com muito esforço. Macapaense, ela veio para Belém há 22 anos e tem se mantido aqui como empregada doméstica. “Eu estou só com a roupa do corpo agora. Não tenho nenhum parente aqui, não sei nem para onde ir e ainda tenho medo de que ele venha outra vez atrás de mim”.
De acordo com informações da chefia de operações da Seccional Urbana da Cidade Nova, será aberto um inquérito sobre o incêndio e as agressões sofridas por Juliana. Na tarde de ontem, os investigadores da polícia foram atrás do suspeito que, segundo informações fornecidas pela vítima, mora atualmente no Guamá, mas após ter incendiado a residência amanheceu bebendo em um bar no bairro 40 Horas. A polícia ainda não conseguiu encontrá-lo.
(Diário do Pará)
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