A Polícia Civil indiciou, por homicídio doloso Luís Acácio da Silva Lima, 42 anos, comandante da embarcação "Iate Leão do Norte", que naufragou, no último dia 19, em uma curva no rio Arari, a 500 metros do trapiche de Cachoeira do Arari, no Marajó. No acidente, doze pessoas morreram. O inquérito policial foi concluído no último domingo (28) e entregue para a Justiça pelo delegado Arilson Caetano, superintendente da polícia na região.
O delegado foi o responsável pela prisão, em flagrante, do comandante do barco, autuado por homicídio doloso na modalidade dolo eventual, que ocorre quando o autor do crime não deseja a ocorrência do fato, mas, sabendo dos riscos, assume o risco de provocá-lo. As investigações comprovaram que o barco-motor estava com excesso de pessoas a bordo.
O "Iate Leão do Norte" tem capacidade para transportar até 25 pessoas a bordo, mas estava com quase 60 passageiros e tripulantes. A embarcação tombou ao fazer uma curva no rio. Luís Lima foi indiciado ainda por crime de sinistro em transporte marítimo fluvial.
O resgate dos corpos e atendimento aos sobreviventes teve ações em conjunto de vários órgãos, como Marinha do Brasil, Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Polícia Civil, Polícia Militar, Grupamento Marítimo Fluvial (Gmaf), Corpo de Bombeiros, Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e Prefeitura de Cachoeira do Arari.
As buscas terminaram na noite do dia 20. Os sobreviventes foram resgatados e assistidos pelo Estado. As doze vítimas fatais do naufrágio foram localizadas e os corpos, removidos e, depois, liberados aos familiares. Todas as vítimas foram identificadas e periciadas no local. O comandante está preso à disposição da Justiça na Unidade Integrada Pro Paz de Cachoeira do Arari.
(Agência Pará)
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