O jogo entre Remo e Paragominas da última quarta-feira foi marcado por um grande predomínio do time visitante durante o primeiro tempo e uma intensa reação azulina na etapa final. Para muitos torcedores, o lance que decidiu a sorte do jogo foi um que não aconteceu. Em momento de habilidade, o artilheiro Aleílson driblou marcadores e, ao invés de tocar para o companheiro Adriano Miranda, desmarcado, preferiu arriscar um chute defendido por Fabiano. Artilheiro precisa ser fominha? “É, depois bateu um certo arrependimento, mas foi um lance rápido na área. Na hora não tive tanta clareza assim do Adriano. Se tiver a chance vou procurar passar a bola. Não fui ‘fominha’ durante a competição toda, sempre procurei jogar pro time”, disse o atacante.
Mas Aleílson ainda está em crédito. Autor de 11 gols, é o artilheiro do campeonato e um dos grandes responsáveis pela regularidade do clube na competição. Quando foi revelado pelo Águia de Marabá, em 2008, Aleílson ficou marcado como um atacante velocista, de movimentação, e que inclusive não levava tanta sorte nas finalizações. O atacante diz que o aprimoramento como centroavante veio com a experiência em outros clubes. “Na reta final da Série C, em 2008, eu comecei a fazer muitos gols. Depois daquilo tive algumas experiências no futebol do Rio de Janeiro e os meus treinadores começaram a insistir na finalização. Quando passei pelo Olaria, em 2010, cheguei a brigar pela artilharia do primeiro turno (do Cariocão)”, explica o atacante, que ainda não foi artilheiro de nenhuma competição.
Sobre ser artilheiro ou campeão, Aleílson afirma que o título é mais importante. “Se o clube me contratou é porque quer que eu o ajude a chegar a um objetivo, que é o título e a vaga na Série D”, diz. Sobre a possibilidade de, avançando à final, enfrentar seus dois concorrentes à artilharia do campeonato, Rafael Oliveira e João Neto, ambos com 10 gols, o atacante diz que prefere evitar brincadeiras ou provocações. “É cada um fazendo seu trabalho, né? Se eu der alguma declaração, pode até ser brincadeira, mas pode virar munição pra motivar os adversários. Ainda temos que vencer o Clube do Remo, essa é a nossa realidade hoje e é nisso que nos focamos”, disse Aleílson.
(Diário do Pará)
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