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POLÍCIA

Grávida é executada com três tiros

A polícia investiga mais um homicídio em Castanhal, nordeste do Estado, desta vez, uma mulher foi morta com três tiros a queima roupa. A vítima que estava grávida de quatro meses, ainda tentou correr dos algozes mais não resistiu aos ferimentos e morreu.

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A polícia investiga mais um homicídio em Castanhal, nordeste do Estado, desta vez, uma mulher foi morta com três tiros a queima roupa. A vítima que estava grávida de quatro meses, ainda tentou correr dos algozes mais não resistiu aos ferimentos e morreu. A polícia acredita em acerto de contas.

O assassinato de Selma Monteiro da Silva, 20 anos, aconteceu na manhã do último sábado, no Conjunto Rouxinol, pertencente ao Bairro do Jaderlândia. Era por volta das 08h30min, quando a vítima foi alvejada por três tiros, dois no peito e um no braço esquerdo. Segundo informações dos moradores, Selma Monteiro recebeu os disparos no meio da rua e tentou correr, mas depois de aproximadamente 15 metros caiu morta no quintal de uma moradora, que preferiu não se identificar. “Pensei que os tiros fossem fogos! Quando saí pro quintal pra lavar roupa vi a moça caída e levei um susto. Ela ainda estava agonizando até a chegada dos policiais”, disse.

A Polícia Militar composta pela guarnição dos cabos Gilberto e Amarildo foi a primeira a chegar ao local. Outras viaturas foram acionadas e fizeram rondas pelo bairro na tentativa de localizar os suspeitos, mas os homicidas conseguiram fugir. “A única informação que temos é que a vítima foi parada por dois homens numa motocicleta. Eles passaram a discutir quando ela foi alvejada, os assassinos estavam de capacete e isso dificulta o trabalho de investigação”, contou o cabo Amarildo.

De acordo com informações dos familiares, Selma Monteiro estava grávida de quatro meses e era usuária de drogas. A família acredita que ela possa ter sido atraída para uma emboscada. Para a Polícia Militar o crime tem características de acerto de contas. “Pelas circunstâncias como ela foi morta, tudo indica que ela foi executada. Os caras vieram somente para matá-la. A Delegacia de Homicídios (DH) deve investigar os motivos do crime”, disse o cabo Gilberto.

O conjunto Rouxinol é considerado área vermelha do tráfico. A poucos metros do local do crime tem um PM Box que está desativado, a população alega que o bairro é perigoso em virtude da fala de estrutura da PM. “Se esse cubículo estivesse funcionando talvez a moça ainda estivesse viva. Não dá nem cem metros do PM Box, isso aqui está demais, é muito perigoso. Esses traficantes ficam é de dia nas ruas. A polícia só passa a cada três horas e nada pode fazer num bairro desse tamanho”, contou a moradora que preferiu não revelar seu nome.

(Diário do Pará)

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