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POLÍCIA

Polícia desarticula grupo que enganava aposentados

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), prendeu, nesta terça-feira, 7, Eizenhower de Lima Américo, 59 anos, e Raimundo Nonato Oliveira, 61, acusados de envolvimento em um esquema de golpes contra aposentados. Co

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A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), prendeu, nesta terça-feira, 7, Eizenhower de Lima Américo, 59 anos, e Raimundo Nonato Oliveira, 61, acusados de envolvimento em um esquema de golpes contra aposentados. Com eles foram apreendidos cartões eletrônicos de bancos. A dupla foi detida no momento em que saía de uma agência bancária localizada no bairro de São Brás, em Belém. Eles são acusados de se fazerem passar por funcionários de bancos para enganar, principalmente, idosos no momento em que tentavam sacar dinheiro da aposentadoria em caixas eletrônicos. Os golpistas se aproveitavam da dificuldade das vítimas, conseguiam as senhas das contas e trocavam os cartões eletrônicos.

Com os cartões, eles faziam saques e empréstimos bancários em nome dos idosos. O esquema, explica o delegado Neyvaldo Silva, diretor da DIOE, já vinha sendo investigação há algum tempo. “A Polícia Civil vinha recebendo denúncias, por meio de boletins de ocorrência, de idosos que, no momento do saque da aposentadoria em caixas eletrônicos, eram abordados por pessoas que se aproximavam oferecendo ajuda, como se fossem funcionários das agências. Eles pediam a senha da conta e ajudavam o aposentado a fazer a movimentação do dinheiro. Ao final, eles (os golpistas) entregavam outro cartão para o idoso”, detalha.

Até o momento, três idosos que foram vítimas do golpe foram chamados a comparecer à DIOE para fazer o reconhecimento dos acusados. Conforme o delegado, no momento da chegada dos policiais à agência de São Brás havia três homens de posse do cartão de uma vítima, sendo que um deles fugiu. Neyvaldo Silva explica que a prática caracteriza o crime de estelionato, cuja pena, prevista no Código Penal, varia de um a cinco anos de reclusão. Em depoimento, apenas Eizenhower admitiu envolvimento no esquema. Já Raimundo Nonato, que é policial militar reformado, negou participação.

Segundo o delegado, os relatos feitos pelas vítimas descrevem o mesmo modo de ação e as mesmas características físicas dos acusados. As investigações prosseguem para identificar o terceiro envolvido no esquema. Para o delegado Neyvaldo Silva, a orientação às pessoas que vão ao banco sacar valores referentes a salários e aposentadorias é para que não aceitem ajuda de outras pessoas, principalmente em caixas eletrônicos. “Procurem se certificar de que se trata de um funcionário do banco e busquem a gerência para pedir orientações”, orienta.

(DOL, com informações da Agência Pará)

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