Dentre os acusados de participarem de um esquema fraudulento de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Detran Pará, que resultou em 37 prisões na manhã desta terça-feira (7), há 18 servidores do órgão, entre eles o procurador-geral do departamento, Paulo Bentes. Outros quatro são donos de autoescolas e 14 são funcionários e despachantes desses estabelecimentos.
O trabalho da Polícia Civil e do Ministério Público constatou que as fraudes envolviam a venda de CNHs. Dentre os casos apurados, há o de um analfabeto que conseguiu tirar normalmente a sua habilitação graças ao esquema.
Pessoas pagavam valores que variavam de R$ 1,2 mil a R$ 4 mil para obter o documento sem passar pelo exame teórico e prova prática de direção, requisitos obrigatórios determinados no Código de Trânsito Brasileiro para a emissão da habilitação.
A prática criminosa envolvia transferência de processos de habilitação entre os Estados. Os candidatos davam início ao processo em estados como Amazonas ou Goiás, e finalizavam no Pará. Isso acabou levantando a desconfiança da polícia.
Quem adquiriu as carteiras de habilitação por meio fraudulento terá o documento cassado.
(DOL, com informações da Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar