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POLÍCIA

Suspeito de estupro de criança nega o crime

A polícia deteve na noite de segunda-feira (6), no distrito de Icoaraci, um homem de 40 anos de idade acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de sete anos, filha de seu enteado. O suspeito é casado com a avó da menina e diz que criou a criança ju

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A polícia deteve na noite de segunda-feira (6), no distrito de Icoaraci, um homem de 40 anos de idade acusado de ter abusado sexualmente de uma menina de sete anos, filha de seu enteado. O suspeito é casado com a avó da menina e diz que criou a criança junto com sua mulher. A mãe levou a menina até o Conselho Tutelar de Icoaraci, onde a criança relatou pelo que havia passado, e foi registrada a denúncia contra o acusado.

O suspeito negou as acusações e é defendido pela família. “Nunca fiz nada disso, a verdade é que nós [ele e a esposa] é que criamos a menina, colocamos ela na escola. A mãe nunca tinha se preocupado com ela. Até quando a criança teve meningite ela não fez uma visita sequer”, afirmou o acusado. De acordo com o delegado Rui Porto, a menina fez exame de atos libidinosos no CPC “Renato Chaves”, mas não é possível comprovar os abusos porque não houve penetração.

Segundo o depoimento da mãe e da criança, os abusos vinham ocorrendo há cerca de dois meses. “A declaração da criança já é considerada uma prova nesses casos. O exame não é tudo, pois ato libidinoso sem penetração não deixa vestígio”, afirmou o delegado. A criança estava morando com a mãe há algumas semanas, depois de ter tentado reatar o casamento com o pai da menina, que a levou para morar com o casal. Segundo a mãe, foi nesse período que descobriu o que teria ocorrido.

“Depois, ela [mãe] só fez dispensar ele e ficou com a menina. Ela nunca se deu bem com a gente, ela é agressiva”, declarou o suspeito. O homem foi preso em casa, preventivamente.

Segundo o delegado, será muito difícil a Justiça conceder a liberdade dele para responder ao processo. “Eu estou aguardando, mas tenho quase certeza de que não será retirado o flagrante”. Se condenado, o acusado pegará entre oito e 15 anos de prisão.

(Diário do Pará)

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