Ontem de manhã, dezenas de funcionários do Centro de Controle de Zoonoses, em Belém levaram um susto assim que chegaram para trabalhar. Portas arrombadas, vidros quebrados e alguns objetos de valor haviam sido roubados. Sem qualquer tipo de segurança, os portões baixos e a fragilidade nas trancas, teriam facilitado o acesso dos criminosos.
De acordo com alguns colaboradores, os ladrões entraram pela porta de trás do Centro, quebraram vidros e ainda teriam fugido pulando uma das janelas. Uma TV, três CPUs, botijão de gás e forno micro-ondas desapareceram. Ainda segundo relatos dos funcionários, na última terça-feira (07), completou um ano em que uma servidora foi assassinada lá dentro. “O marido dela entrou no horário do almoço e não se intimidou, invadiu o local e na frente de todo mundo, atirou nela e ela morreu na hora”, detalhou uma mulher que preferiu não ser identificada.
Na tentativa de arrancar o aparelho de ar-condicionado, um dos ladrões subiu em uma das cadeiras, mas como estava muito pesado e poderia não ter dado tempo suficiente, só o que restou foi a marca das pegadas sujas em cima de uma cadeira. As salas do andar de baixo que eles invadiram, foram todas reviradas. No andar de cima onde funciona laboratório, auditório e salas de técnicos, tudo estava no lugar.
O total de 34 pessoas que fazem parte do quadro de funcionários daquele Centro, temem a qualquer momento serem alvo de ações criminosas. “Final de semana o quadro de funcionários é reduzido e todos ficam com medo porque tudo fica deserto”, acrescenta um servidor. Ontem, seria realizado um mutirão de castração em animais, mas devido ao assalto, a programação foi suspensa.
PROBLEMAS
Segundo o atual gerente, Altevir Matos, há dois anos a prefeitura retirou a segurança armada do local, ou seja, muitos casos de assalto e até mortes já foram registrados por quem trabalha ali. Matos pontua dois grandes problemas que precisam ser solucionados com urgência. “A altura da cerca não impede ninguém de entrar durante o dia, tampouco nas madrugadas, horários onde o movimento de pessoas é reduzido.
Segundo diz respeito ao pedido da guarda armada não ter sido atendido. Apesar dos antigos gestores terem feito vários pedidos quanto à segurança ao secretário de saúde, até hoje não fomos atendidos. Só este ano, já sou o terceiro gerente e há mais de 2 anos a segurança foi retirada”, explica. Somente uma corrente grossa teria sido oferecida pela Sesma, de acordo com os funcionários para a “proteção” do Zoonoses.
A Polícia Militar e a perícia seriam acionadas para vistoriar o local, assim como a diretora do Departamento de Vigilância à Saúde (Devs), Orlíuda Bezerra, foi comunicada pelo gerente com o objetivo de tomar os procedimentos cabíveis.
“Eles se interessaram por coisas pequenas e fáceis de vender. Acredito que eles procuravam dinheiro, mas isso não tem aqui”, disse o gerente.
(Diário do Pará)
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