Um menino de dois anos e quatro meses morreu na última terça-feira (07), quando sua mãe, uma adolescente de 16 anos, e sua avó materna, de 54, procuravam socorro para ele em uma unidade médica. Segundo as duas mulheres, o menino morreu devido a uma suposta surra que lhe teria sido aplicada pelo seu padrasto, um adolescente também de 16 anos.
O caso foi registrado em Boletim de Ocorrência, na UIPP Terra Firme, bairro onde a família reside. O corpo da criança foi submetido a necropsia no Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves”, por solicitação policial e, ontem, investigações estavam sendo realizadas por investigadores da unidade.
Na manhã de ontem, em um centro comunitário, no bairro da Terra Firme, havia muita revolta pela morte da criança que, realmente apresentava no corpo marcas de espancamento e teve a cabeça atingida por objeto contundente. Os hematomas estavam por todo o corpo.
Segundo a avó da criança, sua filha está no sétimo mês de uma gestação e “constantemente reclamava que o companheiro (o suspeito) aplicava surras no seu filho (a vítima)”.
Na noite anterior à morte da criança. Disse que recebeu “um telefonema dando conta de que a criança havia sido espancada outra vez e que estava com febre e precisando de atenção médica”. Ela disse que saiu de casa e foi socorrer a criança, para levá-la a um posto médico.
Vários vizinhos contam que o suposto criminoso, padrasto da criança, ainda chegou a comparecer ao velório da criança, mas como o ambiente era lhe hostil, ele saiu do local.
O suspeito, segundo a polícia, foi apreendido e encaminhado ainda na tarde de ontem à Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), da Polícia Civil.
(Diário do Pará)
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