O mototaxista Marcos Vinícius dos Santos Silva, de 38 anos, foi morto supostamente por engano por um morador da passagem Perimetral, bairro Jibóia Branca, em Ananindeua. O crime ocorreu nos primeiros instantes da madrugada de ontem. O suspeito, João Guilherme da Silva Pantoja, de 24 anos, confundiu a motocicleta onde estava Marcos Silva com outra, da mesma marca e cor, de um homem que vinha fazendo ameaças a ele desde o início da noite de domingo (12).
O corpo da vítima ficou na frente da casa de João Pantoja; as informações sobre o que ocorreu foram passadas pelos familiares dele à Policia Civil da Divisão de Homicídios. Segundo eles, o rapaz e a família vinham recebendo ameaças de morte de um homem conhecido como “catita”. “Havia uma desavença entre eles por ciúme, um deles andava com a mulher do outro, algo assim. E o homem vinha ameaçando voltar aqui e matar ele [João Pantoja]”, explicou a investigadora Valéria.
A primeira ameaça foi feita por volta das 20h de domingo. “Catita” veio sozinho de moto, parou na frente da casa de João, onde ele bebia com alguns familiares. Todos presenciaram o que houve e sugeriram que o rapaz registrasse uma ocorrência, mas ele não deu importância. Algumas horas mais tarde, por volta das 23h, “Catita” teria voltado a passar em frente a residência, dessa vez, acompanhado de outros homens e em um carro. Dessa vez a ameaça teria sido para toda a família que ainda bebia no local.
Os familiares de João Pantoja ficaram assustados com a promessa de morte e decidiram registrar um boletim de ocorrência relatando as ameaças feitas por “Catita”, na Central de Flagrantes da Cidade Nova, em Ananindeua. Depois que voltaram, todos permaneceram dentro de casa, mas o ruído de uma moto passando na rua chamou a atenção de João, que saiu de casa e viu a vítima andando de moto na rua.
ENGANO
Marcos Vinicius dos Santos não fazia ideia do que o esperava. Ele estava de serviço, levando um passageiro até a rua onde João mora. A vítima usava capacete e não vestia nenhum colete identificando-o como mototaxista, coincidentemente, ainda tinha o mesmo tipo físico de “Catita”. Ao chegar em uma moto idêntica àquela usada por ele, foi imediatamente confundido por João que acreditava se tratar de seu desafeto, que havia voltado para cumprir a promessa.
“Ele estava com uma faca de cozinha e acertou a vítima com um golpe na jugular [uma das grossas veias do pescoço], quando percebeu o erro, o homem já estava morto”, contou o sargento PM Jefferson. O homem andava com sua carteira de trabalho e logo foi identificado pela Polícia Militar. O suspeito do homicídio fugiu assim que notou o erro. “A faca ainda não foi encontrada e ele está na condição de procurado”, informou a investigadora Valéria.
O corpo de Marcos Silva foi periciado pelo “Renato Chaves” e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Até o momento da remoção, nenhum familiar da vítima esteve presente no local de crime. O crime continua a ser investigado pela Polícia Civil da Seccional Urbana da Cidade Nova, onde o caso foi registrado, com o apoio da Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
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