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POLÍCIA

Comerciante é morto em assalto

Policiais militares do destacamento do município de Irituia tiveram muito trabalho para conter a ira da população que, revoltada pelo assassinato do evangélico Januário Vera Cruz da Silva, executado a bala quando voltava da casa de um amigo, na vila do Pi

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Policiais militares do destacamento do município de Irituia tiveram muito trabalho para conter a ira da população que, revoltada pelo assassinato do evangélico Januário Vera Cruz da Silva, executado a bala quando voltava da casa de um amigo, na vila do Pinheiro, naquele município.

Foram detidos, horas depois do crime, Jeferson de Araújo Monteiro, conhecido como “Gordo”, e José Elieze Souza de Lima, vulgo “Gesus”, réus confessos no crime, após um trabalho investigativo de policiais civis e militares de Irituia, sob o comando do delegado Antônio José de Souza Lima.

Quem fez a apresentação na delegacia foi o cabo PM Antônio Edimar Andrade lotado na 9ª Companhia Independente da Policia Militar em Irituia, dando conta que foi procurado por familiares da vítima na noite de domingo (12). A vítima, segundo as testemunhas, havia saído de sua residência por volta de 20h para ir pegar um amigo na vila de Pinheiro e até aquele momento não havia retornado e nem chegado a seu destino.

Por volta da meia-noite, amigos localizaram o corpo de Januário Vera Cruz da Silva com um tiro na cabeça. Sua moto havia sido roubada. “Após investigações chegamos até Jeferson de Araújo, que estava na casa do parceiro do crime e, ao chegarmos a casa, ele se encontrava colocando uma calça e uma camisa de molho, pois a roupa apresentava muita lama e carrapicho”, disse o policial militar.

Com apoio do investigador Elias, o suspeito foi interrogado e confessou ter participado do roubo, mas atribuiu ao parceiro à autoria do disparo que matou Januário, alegando que o parceiro teria sido reconhecido pela vítima. A detenção dos suspeitos se espalhou com pólvora pela cidade de Irituia, onde a vítima era uma pessoa evangélica, trabalhadora e estimada por todos. Logo começou uma aglomeração de pessoas em frente da Delegacia de Polícia Civil local. Estavam revoltadas com o crime e queriam fazer “justiça com as próprias mãos”.

Com a situação tensa no município os policiais pediram apoio de colegas de farda de cidades vizinhas para transferir com segurança os dois suspeitos para a carceragem da Delegacia de São Miguel do Guamá.

(Diário do Pará)

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