A liberdade durou pouco para um adolescente que havia acabado de sair da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data) onde respondia pela infração de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Ele foi executado na noite de segunda-feira (13), na rua dos Mundurucus, entre a avenida Roberto Camelier e a travessa Tupinambás, bairro de Batista Campos, em Belém.
O adolescente caminhava com o tio em direção à parada de ônibus quando foi surpreendido por seus executores. Os dois homens estavam em uma moto Honda de cor vermelha, segundo o tio da vítima. O carona era o que estava de posse da arma, possivelmente, uma calibre 38 e efetuou vários disparos, todos direcionados ao jovem. Nenhum deles pode ser descrito pelas testemunhas por estarem de capacete durante todo o tempo da ação.
O tio do adolescente contou para a Polícia Militar que chegou a correr quando ouviu o primeiro tiro, mas os suspeitos não teriam feito qualquer menção de querer machucá-lo. “O homem contou que o primeiro tiro derrubou ele [vítima] no chão. Depois eles pararam com a moto e deram os outros tiros bem em cima dele”, informou o subtenente PM Mozart, que supervisionava as rondas daquela noite.
Duas guarnições da 2ª Companhia do 20º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações da Polícia. Eles chegaram a procurar os suspeitos, mas não obtiveram sucesso. “Parece ter sido tudo muito rápido. Pelo que ouvimos dizer, apesar de ainda ser adolescente, ele [vítima] já era suspeito de envolvimento com homicídios também. Isso com certeza foi um caso de acerto de contas”, afirmou o subtenente da PM.
Uma equipe do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” esteve no local e encontrou seis perfurações no corpo do adolescente, que estava jogado de bruços no asfalto. “Apesar de ter seis perfurações não é possível afirmar que tenham sido seis tiros, pois duas delas aparentam serem perfurações de saída [da bala]”, informou o perito Nelson Vidal. O corpo foi removido para Instituto Médico Legal (IML).
O homicídio teria ocorrido por volta das 22h30, quando movimento na rua já não era tão intenso, no entanto, moradores de um residencial em frente ao ocorrido pareciam assustados com a situação. O tio da vítima registrou a ocorrência do fato e deu seu depoimento como testemunha. A Delegacia de Polícia do Jurunas ficou responsável por investigar a morte do jovem, com o apoio da Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
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