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POLÍCIA

Lavrador é espancado até a morte

O lavrador, conhecido na comunidade de rio Arumandeua apenas como “Chico”, foi encontrado morto em frente sua própria casa, na tarde de segunda-feira (13), por outros lavradores. A casa é totalmente isolada, em um braço do ramal de São João de Pirabas, ch

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O lavrador, conhecido na comunidade de rio Arumandeua apenas como “Chico”, foi encontrado morto em frente sua própria casa, na tarde de segunda-feira (13), por outros lavradores. A casa é totalmente isolada, em um braço do ramal de São João de Pirabas, chegando ao município de Acará. A própria polícia, acionada pelos moradores daquela área, desde o início da tarde, tiveram dificuldades em encontrar o local.

De acordo com Antônio Franco Vale, de 66 anos, foi um rapaz, morador de uma vila de São João de Pirabas, que encontrou o corpo. “Ele ficou muito assustado. Ele tinha deixado um passarinho com ele [Chico] e veio buscar, quando deu de cara com ele aí, no chão”, contou. Ainda de acordo com o morador, “Chico” tinha cerca de 40 anos e vivia sozinho. “Ele veio de outro lugar depois que se separou da mulher”, completou.

A casa simples foi construída, segundo outro lavrador, pelo pai da vítima que trabalhava com a produção de carvão, mas já não vivia ali. Dentro dela tudo estava revirado. No cômodo usado como quarto havia rede e lençóis jogados, terçados e ferramentas espalhadas, grandes quantidades de fios e restos de madeira. Entre outras coisas, o homem também sobrevivia da caça – vários bufetes usados para a atividade estavam no chão.

Equipes da Polícia Militar do município de Acará, do Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” e da remoção do Instituto Médico Legal (IML) fizerem o percurso de aproximadamente 25 km até o local do crime. Com a demora em encontrar o caminho certo, as equipes só conseguiram chegar de madrugada, por volta das 2h, e tiveram dificuldade em fazer a perícia técnica do lugar.

“O ideal é que tivesse sido feito de dia. Sem testemunhas e com essa escuridão se torna difícil ver detalhes, vestígios no ambiente, mas estamos recolhendo tudo o que pode ajudar a elucidar a forma e motivação do crime”, explicou o perito Nelson Vidal. Vários pedaços de madeira que estavam em volta do corpo foram recolhidos pela perícia. “Parece que eles foram usados para bater nele, há vários hematomas, o rosto parece ter sido achatado com uma pancada forte”.

A vítima parecia ter sofrido todo tipo de agressão até a morte, um crime bárbaro, que assustou as pessoas que encontraram o corpo. Dois terçados também foram levados para perícia no CPC Renato Chaves. Um deles parecia ter vestígios de sangue e estava na parte de dentro do quarto, jogado próximo à rede que a vítima usava para dormir. “Há vários golpes incisivos, cortes pela cabeça, tronco e nas costas”, mostrou um dos peritos. Após perícia, o corpo foi removido para o IML.

SUSPEITA

A Polícia Militar afirmou que não havia testemunhas do crime e que poucas informações foram repassadas pelos moradores, pois a casa é isolada na trilha e a vila mais próxima têm poucos moradores. A única suspeita está relacionada a uma briga que a vítima teve em uma noite, no último final de semana. “Eu não sei direito como foi ou porque, sei que ele brigou com um homem em um lugar aqui perto, uma outra vila, na noite de domingo. Depois disso ninguém falou mais com ele”, contou Antônio Vale.

Esta é a única informação fornecida pelos lavradores que pode ter ligação com a morte de “Chico”. Um parente dele foi até o lugar na tarde de segunda-feira (13), mas não soube dizer o que poderia ter acontecido.

(Diário do Pará)

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