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POLÍCIA

Suspeito de latrocínio se entrega à polícia

Passados exatos 11 dias do crime, um dos envolvidos no assalto que resultou na morte de José Renato Luglime Oliveira, funcionário da Fundação Centro de Hemoterapia do Pará (Hemopa), se apresentou à polícia ontem de manhã. Gulliver Moura Nobre, 19, apelida

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Passados exatos 11 dias do crime, um dos envolvidos no assalto que resultou na morte de José Renato Luglime Oliveira, funcionário da Fundação Centro de Hemoterapia do Pará (Hemopa), se apresentou à polícia ontem de manhã. Gulliver Moura Nobre, 19, apelidado de “Dunga”, estava com prisão preventiva decretada desde a semana passada e, graças às investigações da Polícia Civil, que também contou com a ajuda da população, o crime foi desvendado. O atirador, identificado pela polícia como Aleson Maciel Pantoja, 18, o “Lourinho”, está foragido, mas a polícia conta com a ajuda da comunidade para prendê-lo.

Em conversa com a imprensa, “Dunga” chorou bastante, disse estar arrependido e lembra como tudo aconteceu no dia 03 de maio. “Não teve plano. O rapaz [vítima] veio e aconteceu. Na hora, ele entregou celular e relógio. Não houve briga. Não fiquei com nada. Fiquei distante na hora do disparo, nem tava perto”, contou. “Foi um ato de desespero. Entrei nessa besteira, agora quero assumir meu erro e pagar o que tiver que pagar”, justificou.

De acordo com policiais civis da Seccional da Cremação, um tio de Gulliver teria procurado a polícia no último domingo afirmando que o sobrinho estava disposto a se entregar e pagar pelo crime. Desde o dia do acontecido, o delegado Aldo Botelho passou a investigar o caso.

Gulliver disse que estava trabalhando em um depósito com entrega de gás e água. Afirmou ainda que, quando adolescente, se envolveu em “coisa errada”, mas nunca havia sido preso. Com a prisão preventiva decretada e expedida pela Justiça, a polícia realizou o auto de identificação e interrogatório. Em seguida, foi encaminhado para o Sistema Penitenciário do Estado. “Dunga” vai responder pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte). “Agora é pagar pelo que fiz e mais tarde, quem sabe, começar uma nova vida”, disse Gulliver.

HISTÓRICO DA VÍTIMA E DO CRIME

José Renato era técnico de voleibol para pessoas com deficiência física e funcionário do Hemopa há mais de 15 anos. José foi assaltado na avenida Generalíssimo Deodoro, esquina com a rua dos Caripunas, no bairro da Cremação. Mesmo não reagindo, levou um tiro. Renato ainda lutou pela vida durante três dias, quando ficou internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), na Região Metropolitana de Belém. Ele ficou respirando com a ajuda de aparelhos por alguns dias, mas o estado de saúde do professor era considerado pelos médicos irreversível e, no dia 07, teve morte encefálica.

O professor era considerado por todos que o conheciam como uma pessoa boa. O crime provocou revolta entre parentes e amigos ao ponto de motivar a realização de uma missa na última segunda-feira na porta do hemocentro contra a violência e em memória de Renato.

(Diário do Pará)

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