Moradores do conjunto Bela Manoela II, no bairro do Tenoné, ficaram chocados quando souberam da morte do gerente de um campo de golfe no bairro. O nipônico Osamu Kuroki, de 66 anos, foi encontrado pela diarista que prestava serviços na casa, com sinais de morte violenta.
Osamu Kuroki morava sozinho em uma casa na travessa 8 do conjunto e não era visto desde a manhã deste sábado (18), quando sempre saía para comprar pão em uma panificadora próxima à residência da vítima.
Policiais militares da 2ª companhia do 10º Batalhão com jurisdição na área foram enviados para o local, depois das 19h, após informações para o Ciop dando conta de que o homem tinha lesões na cabeça e nos braços e que o quarto onde foi encontrado estava remexido.
O sargento Josael, verificando a situação, acionou a Divisão de Homicídios e o Instituto de Criminalística, uma vez que tudo indicava ter havido um homicídio, sem precisar o que deve ter causado a morte de Osamu Kroki.
Pelas informações da diarista que encontrou o corpo, nada havia sido roubado da casa. Ela contou aos policiais militares que estranhou o fato de a porta do quarto do patrão estar fechada quando chegou pela manhã para a limpeza como costumeiramente fazia aos sábados.
A diarista, interrogada pelo delegado Eduardo Rollo, da Divisão de Homicídios, disse que chegou para trabalhar e depois do serviço bateu na porta de um dos quartos da casa onde a vítima dormia e ninguém respondeu, muito embora tanto o carro como a motocicleta da vítima estivessem na garagem.
Preocupada com o desaparecimento do patrão, a diarista chamou um vizinho que arrombou a porta encontrando a vítima jogada na cama com marcas no pulso como se tivesse sido amarrado e depois desamarrado.
O DIÁRIO ouviu vizinhos da vítima, que informaram ter Osamu Kuroki adquirido o imóvel na travessa 8 do conjunto Bela Manoela II há dois anos e que morava sozinho, sendo um homem de costumes típicos de sua descendência, sempre voltado para o trabalho e sem muitos contatos.
Familiares e amigos do clube onde a vítima trabalhava estiveram no local e foram ouvidos por investigadores da Divisão de Homicídios. A Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade para o crime. O Instituto de Criminalística, através do perito Wamilton Albuquerque, por duas horas recolheu evidências que serão analisadas para descobrir detalhes sobre a morte do nipônico.
Uma testemunha disse que desconfia de um rapaz que foi visto em atitude suspeita, na manhã deste sábado (18), saindo do lado da casa da vítima e também o envolvimento com uma possível namorada que era vista rondando a casa. Após o levantamento de local de crime, o corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal para necrópsia.
(Diário do Pará)
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