A pacata rotina da camponesa comunidade do “Atlético”, pertencente ao município do Acará, foi quebrada por volta do meio-dia de ontem quando o jovem Maurício Damasceno, de 23 anos, foi assassinado com três tiros numa estrada de terra batida localizada cerca de seis quilômetros adentro num ramal à beira do quilômetro 32 da Alça Viária. A dificuldade para se conseguir contato telefônico com as autoridades competentes fez com que o corpo fosse removido apenas seis horas depois. Enquanto isso, parentes e amigos improvisaram uma lona para proteger o recém-falecido da chuva que desabou durante quase toda a tarde.
Um conhecido da família informou que Maurício teria sido trazido da casa dele, próximo dali, até o local onde recebeu os tiros, brutalidade com a qual os moradores dali não estão habituados. “Eu nunca vi uma coisa dessas acontecer por aqui”, comentou um agricultor que preferiu não se identificar. O pai da vítima, seu José, recebeu a solidariedade de vários amigos, que se dedicaram a guardar o corpo enquanto os peritos criminais não chegavam.
Nem mesmo os policiais da Polícia Rodoviária Estadual, que foram até o local confirmar o óbito, quiseram ficar lá para guardar a cena do crime, embora , supõe-se, essa fosse a obrigação deles. “Disseram que precisavam sair porque aqui não pega celular, mas eles estavam em três, um só podia ir à Alça e os outros poderiam ficar”, sugeriu um outro agricultor, que também preferiu o anonimato. Segundo ele, os policiais apenas recomendaram que a cena não fosse alterada, nada além disso. “Um dos três policiais até disse que era pra eles ficarem, mas os outros dois disseram que estavam com medo de ficarem ali e os três foram”, alfinetou.
Seu José disse que o filho era solteiro e afirmou não fazer ideia do que pode ter provocado o homicídio.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar