A Delegacia de Combate a Crimes Contra Concessionárias de Serviços Públicos da Polícia Civil, autuou donos de 19 pontos de lava a jato, em Belém, desde o início deste mês. Nos locais, era praticada a lavagem de veículos por meio de desvios ilegais de água da rede de abastecimento pública da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).
Os dados divulgados nesta sexta-feira (24), pela unidade policial que é vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), mostram que a maioria dos lava a jatos que tiveram as atividades encerradas ficavam no bairro de Canudos. Os demais estão no Umarizal; Campina; Guamá; Pedreira; Marco; Nazaré e São Braz.
As operações de combate aos desvios de água em pontos de lava a jato são feitas em conjunto com a Cosanpa. A ação também conta com o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” que constata, por meio de laudo pericial a irregularidade, para fins de procedimento policial.
A maioria dos pontos de desvio irregular de água para uso em lava a jato foi descoberta no dia 2 de maio, quando foram fechados sete locais, situados em várias ruas de Canudos e São Braz, como a avenida José Bonifácio, Travessas 1ª de Queluz, Guerra Passos e Doutor Américo Santa Rosa e avenida Conselheiro Furtado.
No último dia 9, a operação fechou um ponto de lava a jato na avenida Presidente Vargas, em frente a uma loja de departamentos, na praça da República, centro da capital. De imediato, ao constatar as irregularidades, os pontos de lava a jato foram fechados e o desvio irregular de água foi desligado pela Cosanpa. Sob direção da delegada Socorro Tuma, a Delegacia também autuou, durante o mês, donos de três casas, onde o hidrômetro (medidor de consumo de água da Cosanpa) teve o lacre violado e sofreu adulteração.
Os moradores dos imóveis, situados nas ruas Diogo Móia, Boaventura da Silva e Castelo Branco, foram enquadrados no crime. Quanto aos pontos de lava a jato, a delegada explica que, para funcionar de forma regular, além de ter a licença, por meio de alvará, expedida pela Divisão de Polícia Administrativa (DPA), o ponto deve ter poço artesiano, de onde será usada a água para lavagem de veículos.
Além de desviar a água, há casos de pontos que não apresentavam licença para funcionamento. Neste caso, o local só poderá voltar a funcionar, depois de obter a licença. Os donos dos locais foram notificados pela Cosanpa e intimados a comparecer na Dioe para prestar esclarecimentos. As ações integradas irão prosseguir, em toda a Grande Belém, para reprimir os pontos ilegais de lava a jato.
(DOL, com informações da Agência Pará)
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