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POLÍCIA

Taxista vive momentos de terror

A Polícia Militar conseguiu deter, na noite de quinta-feira (23), quatro integrantes de um bando que roubava carros para praticar assaltos pela Grande Belém. A vítima daquela noite foi um taxista, de 43 anos, mantido em cárcere em uma casa do conjunto CDP

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A Polícia Militar conseguiu deter, na noite de quinta-feira (23), quatro integrantes de um bando que roubava carros para praticar assaltos pela Grande Belém. A vítima daquela noite foi um taxista, de 43 anos, mantido em cárcere em uma casa do conjunto CDP, no bairro de Val-de-Cães. O homem foi liberado por volta das 23h30, e o caso registrado na Central de Flagrantes de São Brás.

Os suspeitos detidos são: Raimundo da Silva Moraes, 22; Mario Henrique de Souza Farias Junior, 22; Diego da Silva Pinheiro, 22; e Fabrício Gonçalves Amadeu, de 33 anos. Segundo a vítima, o bando ainda contaria com a participação de duas mulheres – elas serviriam de isca na abordagem às vítimas – e mais três homens. Apenas uma arma foi apreendida com o grupo. No entanto, pelas declarações da vítima, o bando usou pelo menos três armas.

ABORDAGEM

O taxista conta que faz parte de uma associação, mas a partir das 20h trabalha por conta própria. Ele passava pela travessa Alferes Costa, na Sacramenta, quando foi atraído pelo grupo. “Eram duas moças e um rapaz. Eles acertaram uma corrida comigo para o CDP, uma moça sentou na frente e os outros atrás. Um quarteirão depois, o homem puxou a arma e bateu na minha cabeça mandando eu parar”, relata.

No lugar onde ele parou o carro, as duas mulheres desceram e quatro homens que aguardavam na esquina entraram. “Eles disseram que queriam só o carro, para eu dirigir, que depois iam me liberar. Eles me levaram até uma casa em construção, lá tinham mais quatro homens. Três [dos que vieram no carro com a vítima] ficaram comigo e o restante saiu levando o táxi”, conta.

De acordo com o tenente PM Eder Santos, uma pessoa que viu o grupo chegar com o taxista denunciou ao Ciop. “Eles já passaram o endereço certo e nós fizemos o cerco ao local. Quando nós nos aproximamos, os que estavam no táxi ainda tentaram quebrar para uma passagem, mas nós conseguimos alcançá-los e fazer a abordagem prendendo os quatro”, relata.

MEDO

A casa onde a vítima foi mantida em cárcere fica em uma rua estreita, dentro do conjunto Paraíso dos Pássaros. O taxista acredita que os três assaltantes que ficaram na residência com ele eram adolescentes. Todos eles estavam consumindo maconha enquanto mantinham a vítima no local. “Quando estávamos lá, o mais agressivo deles disse que já foi preso três vezes, que tinha matado um cara, e que não pegou nada para ele porque tem 17 anos. Falou que estava solto há duas semanas”.

As declarações dadas pelo bando foram uma maneira de intimidar a vítima. “Esse mesmo adolescente disse que estava com um [revólver calibre] 38 novo e que queria dar um tiro para testar. Um outro já disse que ele devia dar um tiro na minha mão para testar”. O taxista diz que sofreu momentos de muito medo e acreditava que seria morto quando o restante do bando voltasse. “Achei que assim, com sete pessoas, não iam me deixar simplesmente sair dali depois”, afirmou.

APREENSÃO

Com os quatro suspeitos estava uma arma calibre 38, carregada com cinco munições. O barulho da polícia chegando e a confusão para prender os quatro, alertou os outros homens, que fugiram deixando a vítima para trás. “Ele [taxista] veio sozinho ao nosso encontro e relatou o que tinha acontecido”. Ainda de acordo com o tenente, durante a abordagem aos suspeitos, Mário Farias Junior ainda tentou convencer a polícia de que o carro era de um tio dele, para serem liberados.

Segundo o delegado de plantão, Paulo Trindade, o bando será autuado por roubo qualificado, o que já inclui a agravante da formação de quadrilha. “Por enquanto eles vão permanecer na Central de Triagem aqui de São Brás, até que a Justiça decida para onde eles serão enviados”. O restante do bando continuará a ser procurado enquanto é realizado o inquérito.

(Diário do Pará)

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