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POLÍCIA

Homem morre atingido por dois tiros em Ananindeua

Nenhum policial que esteve na avenida Brasil, rua principal da invasão do Saré no Distrito Industrial ,em Ananindeua, conseguiu explicar como um bar que funcionava em uma emaranhado de becos estreitos, conseguiu licença para operar no local que acabou pal

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Nenhum policial que esteve na avenida Brasil, rua principal da invasão do Saré no Distrito Industrial ,em Ananindeua, conseguiu explicar como um bar que funcionava em uma emaranhado de becos estreitos, conseguiu licença para operar no local que acabou palco de um crime.

Jonathas Teixeira Ramos de 23 anos foi executado quando estava bebericando em plena tarde de sábado (25) com dois tiros disparados por uma dupla que chegou ao local em uma motocicleta e logo após o crime fugiu, sem ter suas identidades reveladas nem a placa da motocicleta.

No labirinto de vielas e becos, a “lei do silêncio”, que impera em execuções desta natureza, obriga as testemunhas a não falarem com a polícia. A delegada Cristina Esteves da Divisão de Homicídios depois de uma verdadeira “via crucis” para descobrir o local do crime conversou com familiares da vítima.

Eles informaram que Jonathas Teixeira Ramos não tinha envolvimento com a criminalidade, nem inimigos, no entanto uma fonte revelou ao DIÁRIO que a morte do rapaz poderia estar ligada a uma brincadeira de “mau gosto”, depois que Jonathas teria cobrado publicamente uma dívida envolvendo um traficante da área.

A primeira viatura a conseguir chegar ao local do crime foi a 8309 da 4ª Companhia da Polícia Militar com o cabo J. Campos e soldados Michel e Idemar e já encontraram a vítima em óbito. Eles conseguiram apurar que Jonathas Teixeira bebia no bar do Arnaldo e os assassinos chegaram e ficaram a espera de um bom momento para executá-lo.

O dono do bar que foi levado para a Central de Flagrantes na Cidade Nova para prestar depoimento e disse que escutou os disparos, mas não teria visto os assassinos que saíram rapidamente do local sem a necessidade de esconder os rostos.

Uma equipe de peritos do Instituto de Criminalística esteve fazendo o levantamento de local de crime e evidências foram recolhidas. Segundo os peritos, Jonathas Teixeira Ramos levou dois tiros que foram mortais e o corpo foi removido para o IML e o caso registrado na Ceflag da Cidade Nova.

“TABA”

Quando o DIÁRIO deixava o local, logo após a remoção do corpo, uma mulher falava ao celular com uma pessoa, informando do homicídio. Por ser um beco escuro, o caminho que levava a saída do local onde ocorreu o crime a mulher acreditando que estava andando ao lado de moradores acabou revelando a interlocutora que falava com ela no celular detalhes do crime. “Quem matou o Jonathas foi um tal de ‘Taba’” dizia a mulher.

(Diário do Pará)

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