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POLÍCIA

Empregada mata rapaz com tiro na cabeça

Por volta das 20h de ontem, um tiro supostamente acidental disparado por Kelly Soraia Barbosa da Silva, de 28 anos, matou Romário da Costa Picanço, de 23 anos. A história ainda está envolta em mistérios, e a Polícia Civil trabalha com duas hipóteses: ou R

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Por volta das 20h de ontem, um tiro supostamente acidental disparado por Kelly Soraia Barbosa da Silva, de 28 anos, matou Romário da Costa Picanço, de 23 anos. A história ainda está envolta em mistérios, e a Polícia Civil trabalha com duas hipóteses: ou Romário morreu por acidente ou num crime muito bem premeditado. O fato levou dezenas de curiosos para frente da casa da vítima, na passagem 17-B, do conjunto Maguari.

Na versão contada pela própria Kelly, que alegou trabalhar na casa da vítima há nove meses, o próprio Romário apareceu na noite de ontem com duas armas, uma pistola cujo calibre ela não soube precisar e um revólver calibre 38. Ele a teria convidado para fazerem poses para fotos com as armas para posteriormente serem postadas em uma rede social, quando, sem querer, a arma teria sido disparada por Kelly e atingido a testa dele. As fotos estariam sido feitas por um adolescente de 17 anos, primo de Romário.

“Eu só penso nas minhas três filhas”, alegou a suspeita, que se apresentou espontaneamente à Seccional Urbana de Icoaraci. Ela informou que não tem conhecimento de qual seria a origem das armas e alegou que ambos os armamentos teriam ficado no próprio local do crime. Durante toda a entrevista visivelmente ela tremia de medo, porque àquela altura familiares já ameaçavam invadir a delegacia para agredi-la. Num horário de troca de plantão, apenas dois escrivães se encontravam no prédio, pois os outros investigadores faziam diligências para apurar o assunto. Logo depois a situação foi controlada, sem deixar de ser tensa.

Segundo a mãe de Romário, que preferiu não se identificar, a situação parece algo tramado. A genitora da vítima informou que Kelly estaria trabalhando ali apenas há duas semanas e não há nove meses. As duas armas não foram encontradas no local, conforme afirmou o tenente Rodrigo Reis, do 1º BPM, da 4ª CIA. O padrasto da vítima é sargento da polícia, mas o próprio afirmou que não costuma deixar a pistola em casa.

(Diário do Pará)

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