Francisca Rodrigues de Oliveira, de 29 anos, morreu após ser transferida do Hospital Regional de Tucuruí ao Hospital Metropolitano. Ela não resistiu às queimaduras que sofrera no último domingo (26) no município de Breu Branco, na comunidade de Placas, quando teve a casa onde ela dormia com o namorado, de prenome “Nei” incendiada. A principal suspeita é a ex-namorada dele, ainda não identificada pela polícia.
Anteontem uma mulher, também alegando que foi sem querer - justificativa da jovem de 19 anos que matou o marido soldado da Aeronáutica de 20, com tiro na testa (leia mais na página 08) - matou uma pessoa que gostava.
Kellen Soraia Barbosa da Silva, de 28 anos, estaria brincando de fazer poses com duas armas junto ao amigo Romário Picanço, de 23 anos, quando teria efetuado um disparo que atingiu a testa dele. Kellen, que trabalhava como empregada na casa de Romário, por ter se apresentado espontaneamente, responderá pelo homicídio em liberdade, até que haja uma decisão judicial diferente.
No infeliz e gigante universo de homicídios que ocorrem diariamente em terras paraenses, na ampla maioria cometida por homens, não é possível dizer que seja uma nova tendência os casos em que as mulheres são as assassinas.
Mas chama atenção o fato de que, nos casos em que as mulheres foram identificadas, nenhuma delas fugiu – Kellen chegou a se apresentar à Seccional espontaneamente – e todas disseram que estavam arrependidas pelo que fizeram, e lamentaram profundamente pelo futuro dos filhos dos quais podiam se afastar para passarem uma temporada na cadeia.
Curiosamente, com exceção do incêndio, todos os homicídios propriamente ditos poderiam ter sido evitados se a mulher optasse por não segurar uma arma, e, no caso de segurar, se não tivessem tentado usá-las. Todos poderiam não ter acontecido se a famosa prudência que costuma rotular o universo feminino tivesse sido de fato praticada.
SEM PRETENSÃO
Nessa semana, a sociedade paraense já tinha presenciado a ação de Rozirene Aragão da Silva, de 46 anos, que sem ter a pretensão de matar, segundo ela, num ato que ela classificou de “defesa do filho”, esfaqueou Walace da Cruz Souza, de 18 anos, que morreu horas depois no Hospital Metropolitano, na madrugada da última segunda (27).
(DIÁRIO DO PARÁ)
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