Dois homens tentaram assaltar uma casa do conjunto Marex, na esquina das ruas São Paulo e Recife, bairro de Val-de-Cães, em Belém. Eles foram flagrados pela Polícia Militar, por volta das 13h30 de ontem, quando já haviam colocado vários objetos da casa na calçada e se preparavam para levar tudo o que podiam carregar. Acuado, um dos assaltantes fugiu para a casa ao lado, onde estavam um casal e um bebê de nove meses, fazendo a família refém.
Um morador conta que pouco antes viu a dupla tentando pular o muro de um vizinho seu em outra rua, perguntou o que eles estavam fazendo e mandou descerem. Assustados, os dois foram embora e passaram a tentar a outra casa, onde foram flagrados. “Aqui já virou playground de bandido”, declarou o morador. O cabo PM M. Alves diz ter visto os objetos na calçada e no mesmo instante desconfiou de roubo. “Quando nos aproximamos da casa, um deles abandonou o que tinha na mão e conseguiu fugir correndo. O outro pulou o muro lateral da casa”, relatou.
Luis Cláudio Carneiro, de 36 anos, conseguiu entrar por uma janela da casa vizinha e abordar a família, que estava deitada em um quarto no segundo andar. “Ele ficou o tempo todo com a mão por baixo da camisa. Chegou dizendo para a gente manter a calma, que estava armado, mas não queria fazer nada com a gente”, contou a vítima. O cárcere durou de 15 a 20 minutos. Segundo João Batista, ele jamais esperou passar por uma situação dessas, “muito menos dentro da própria casa”.
A polícia percebeu que o suspeito não estava armado. Sem precisar negociar, os policiais apenas entraram na residência e Luiz Cláudio foi detido e encaminhado para a Central de Flagrantes de São Brás. Os moradores estavam revoltados em frente à casa onde o homem fazia a família refém. “Nós tiramos logo ele de lá porque a população queria linchá-lo”, contou um dos PMs.
Segundo os vizinhos da família refém, o conjunto Marex tem atraído assaltante e arrombadores todos os dias da semana e em qualquer horário. “Tem acontecido assaltos principalmente na frente das escolas, no horário de saída e entrada das crianças. Agora eles conseguem pegar um e a gente não sabe nem quem foi, não deixam nem a gente ver a cara dele”, declarou Ana Cláudia. Em sua defesa, o suspeito afirmou apenas que está desempregado e precisava de dinheiro.
(Diário do Pará)
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