O candidato Rairon Brito Rodrigues prestou esclarecimentos ao Ministério Público Estadual (MPE), nesta quinta-feira (13), sobre as denúncias de possíveis fraudes no concurso da Polícia Civil do Pará. Ele apresentou provas de que um candidato desclassificado foi aprovado para a segunda fase do certame.
O depoimento foi dado à promotora de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, Elaine Castelo Branco, que há uma semana havia recomendado a anulação imediata do concurso público C 169 e C170 da Polícia Civil do Pará para os cargos de delegado, investigador e escrivão. A prova ocorreu no dia 5 de maio deste ano.
Rairon decidiu fazer a denúncia após receber um e-mail de um amigo, identificado por Victor Hugo, com duas listas: a primeira, com o nome de candidatos que deveriam fazer a reinscrição para o concurso ou ser ressarcidos. Já a segunda mostrava as pessoas classificadas para a segunda fase.
Na primeira lista, Rairon identificou o nome do candidato João Antônio Fortes Neto. Mas, ele foi classificado para a segunda fase, embora não tivesse feito a reinscrição. “Como é que uma pessoa que não se reinscreve se classifica para o concurso?”, questiona o candidato.
Durante as declarações, Rairon Rodrigues comprovou os fatos através de consulta, anexando a lista de candidatos que não se reinscreveram no concurso atual, em decorrência da anulação do concurso anterior, bem como, a lista de classificados em que configura o nome de João Antônio Fortes Neto, classificado para a segunda fase.
Rairon Rodrigues realizou a prova do último concurso no Colégio Visconde de Souza Franco, e informou também que durante a prova houve questões bastante polêmicas mas que já entrou com recurso na Universidade Estadual do Pará (Uepa).
(DOL)
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