A apreensão de um menor portando drogas e celulares foi à ponta do iceberg para a Polícia Militar de Santa Izabel chegar até o servidor público Kenny Ray da Silva Oliveira, de 28 anos, que portava uma arma de fogo que o acabou levando para cadeia.Segundo as informações do capitão Josimar Leão, tenente Rocha, soldados Reinaldo e Nahum, o monitor da Fasepa Kenny Ray guardava dentro do guarda roupas de sua filha uma arma que pertencia a um adolescente que minutos antes foi apreendido com entorpecente e vários celulares.
O que chamou atenção em um dos aparelhos foi o registro de fotografias do menor posando com um revólver calibre 38 e a imagem de um bebê de poucos dias de vida portando uma espingarda cartucheira. “Esse celular estava de posse do menor de 17 anos, assim como imagens do mesmo exibindo o armamento” revelou o capitão Josimar.
Interrogado sobre o paradeiro do armamento o menor confessou e indicou a casa do servidor público onde os policiais militares da 17ª Zona de Policiamento encontraram a arma com duas munições intactas acabando por deter o homem pela posse da arma de fogo.
O caso foi entregue ao delegado Raimundo Augusto Damasceno Souza, diretor da Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará. No relato do condutor capitão Josimar Leão, este informou com detalhes às prisões que ensejaram o flagrante. Mesmo tendo que se deslocar até Santo Antônio do Tauá no sentido de recuperar a espingarda que aparece com o bebê, os policiais não tiveram êxito.
Em depoimento ao delegado Augusto Damasceno, o servidor público Kenny Ray da Silva Oliveira disse que trabalhava como sócio educador da Unidade da Fundação de Atendimento Sócio Educativo do Pará (Fasepa), na qualidade de servidor público temporário.
Ele afirmou que conhece o adolescente há algum tempo e a amizade foi maior depois que este foi morar na rua de sua casa. Segundo o monitor, o adolescente falou que possuía uma arma de fogo e que trabalhava em uma fruteira juntamente com sua namorada.
Kenny Ray da Silva Oliveira disse que na qualidade de sócio educador sofria muitas ameaças dos menores e por isso sentia-se inseguro e há alguns dias atrás sua filha viu um homem rondar o seu quintal o que reforçou seu medo, fato que o levou a pedir para guardar a arma do adolescente que foi apreendido portando entorpecente.
Questionado sobre as fotos encontradas no celular o adolescente não soube explicar afirmando que apenas tirou para “mostrar aos amigos”. O monitor foi autuado por posse ilegal de arma de fogo e o adolescente vai responder pelo crime de tráfico e exposição de criança em situação de risco conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
(Diário do Pará)
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