Mais um daqueles crimes motivados pela dívida com o tráfico de drogas foi registrado na madrugada de ontem (16). Dessa vez, a vítima é um adolescente de 16 anos, que teria sido ameaçado por um traficante no dia anterior, caso uma suposta dívida não fosse paga. O rapaz foi assassinado por volta das 4h, na rua Eduardo Angelim, localizada na ocupação Campo Verde, em Marituba, no momento em que o adolescente seguia para a casa, logo depois de sair de uma festa.
Segundo informações da própria família do jovem repassadas para a Polícia Civil, Jobson Matheus da Costa Bahia, 16, teria sido ameaçado no sábado por um traficante, identificado como Simão. “Ele deveria prestar conta com ele, mas não foi. Então ele foi alertado caso não pagasse”, comentou Vicente, policial civil. “O pai contou que teria ido buscá-lo nessa festa, pois era menor e tinha conhecimento dos fatos. Mesmo assim, o garoto não quis ir com o pai e continuou na festa”, acrescenta.
Ainda de acordo com o policial, Jobson teria sido surpreendido por uma pessoa não identificada, no momento em que voltava para a casa, logo depois de sair da festa na companhia de um amigo. “Aproximadamente dois metros de distância da cerca de uma casa, um homem que estava escondido, teria saído de lá, e atiraram nele duas vezes na cabeça”, explicou Vicente. Para a polícia, o homem identificado como Simão, teria sido o mandante do crime.
O amigo do adolescente também teria sido baleado, atingido na perna, mas foi socorrido, já Jobson, morreu na hora.
SUSPEITO
Horas depois do crime, Simão do Nascimento, 29, foi detido pela Polícia Militar e apresentado na Central de Flagrantes de Marituba, suspeito de envolvimento na morte do adolescente. O acusado negou participação.
“Eu sou trabalhador. Conheço o rapaz, mora perto da minha casa, inclusive vi ele nessa festa, tava trabalhando lá, tirando um ‘bico’ de atendente. Não vi ele indo embora. A festa terminou depois da cinco horas e ainda fiquei arrumando as coisas por lá. Fiquei sabendo agora que ele morreu”, disse. “Não tenho nada a ver com isso. Se eu tivesse feito alguma coisa, teria fugido”, alegou.
Simão prestou depoimento naquela unidade policial, logo depois, seria submetido a exame de pólvora combusta e, liberado.
O caso será investigado pela Seccional Urbana de Marituba, Região Metropolitana de Belém.
(Diáro do Pará)
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