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POLÍCIA

Morador de rua é executado em Belém

Não foi a primeira vez que Jhone Martins Azevedo, de aproximadamente 35 anos, mais conhecido como “Maguila” ficou deitado na calçada da avenida Nazaré, em frente ao Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN). Talvez alguns o notassem quando tropeçavam no homem

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Não foi a primeira vez que Jhone Martins Azevedo, de aproximadamente 35 anos, mais conhecido como “Maguila” ficou deitado na calçada da avenida Nazaré, em frente ao Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN). Talvez alguns o notassem quando tropeçavam no homem que vivia a condição de morador de rua deitado ali, inconveniente, atrapalhando a circulação, ou de repente o enxergassem quando ele pedia alguma esmola pra interar a próxima dose, mas ontem, por volta de 13h, após ele levar quatro tiros de um pistoleiro desconhecido, muita gente torcia para que o pano e os papelões que antes serviam-lhe de colchão e lençol o desembrulhassem para que o homem antes quase invisível aos olhos da maioria finalmente aparecesse para a plateia.

Maguila havia sido preso não fazia muito tempo por tráfico de drogas, e há a suspeita de que a ordem de matá-lo tenha partido de um traficante o qual ele supostamente denunciou enquanto estava preso. Entretanto, algumas pessoas não precisaram saber de muitas informações para supostamente entenderem o que acontecera. Ao ver o perfil de um homem negro e descalço atirado na calçada de um bairro nobre, muitos motoristas que atrapalhavam o fluxo ao reduzir a velocidade para matar a curiosidade já sentenciavam o motivo do crime: “Foi mais um bandido que mataram?”, perguntavam alguns. “Olha, morreu alguém, agora se era bandido eu não sei”, respondia um dos curiosos.

Um garoto que tem entre 16 e 18 anos, também na condição de morador de rua, estava ao lado da vítima no momento da execução. Ele foi mais um “mendigo” que mereceu a atenção das autoridades e das pessoas, para servir de testemunha do caso. Entretanto, ciente de como a lei do submundo costuma punir quem fala o que sabe, ele fugia de dar qualquer outra resposta que não fosse “eu vi tudo”, sem aceitar entrar em maiores detalhes.

“Pelo que apuramos até agora, tudo leva a crer que foi acerto de contas”, avaliou o sargento Orivaldo, da 2 ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Militar. Atrás do corpo de Maguila havia uma agência bancária, cujas câmeras do circuito interno de segurança devem ajudar nas investigações, embora o atirador tenha descido da moto que o transportou de capacete. “Impressionante a frieza dele. Desceu, atirou e voltou numa naturalidade”, se impressionou uma testemunha ocular que preferiu não se identificar.

Esteve no local a equipe da Divisão de Homicídios chefiada pelo delegado Eduardo Rollo, e também investigadores da Seccional Urbana de São Brás.

(Diário do Pará)
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