A delegacia de homicídios investiga um crime ocorrido na manhã de ontem em Castanhal, nordeste do Estado. Um homem sem identificação foi executado com quatro tiros à queima roupa. A vítima foi espancada, assassinada e jogada num terreno, usado na construção de casas.
Foi através de denúncia anônima, que policiais militares chegaram ao corpo de um homem assassinado na manhã de ontem. A vítima estava jogada num terreno, localizado próximo à estrada que liga os municípios de Castanhal a São Francisco do Pará. De acordo com informações da PM, a vítima não apresentava documentos e aparentemente não é conhecida da polícia. “A vítima não tem identificação, por enquanto não podemos afirmar se ele tem envolvimento com o mundo do crime. A delegacia de homicídios deve investigar a vida pregressa da vítima, para depois chegar aos autores desse crime”, contou o Sargento Antônio Marcos.
A vítima, um homem de aproximadamente 30 a 35 anos, estava de peito para cima e apresentando pelo menos quatro perfurações na cabeça feitos por arma de fogo. Segundo a Polícia Militar, a vítima antes de ser executada foi espancada pelos seus algozes. “A gente percebe que tem marcas de pneu de motocicleta no local, a terra batida foi removida e o mato arrancado. Com certeza houve uma luta corporal entre a vítima e os homicidas, antes da execução”, disse o sargento Antônio Marcos.
O terreno onde o corpo foi encontrado é usado por uma empresa privada para a construção de casas. Trabalhadores que identificaram a vítima jogada, não quiseram falar sobre o assunto. “Vixe, quero falar não! Nem conheço esse ai (vítima), mesmo assim a gente não sabe o que pode acontecer se falarmos alguma coisa. Desculpe!”, contou um trabalhador, que não quis se identificar.
A Polícia Civil, através da delegacia de homicídios esteve no local e acredita que o crime foi motivado, supostamente, por “acerto de contas”. “Não podemos afirmar ainda as consequências desse assassinato, mas pelas circunstâncias tudo leva a crer que foi por discórdia, consequentemente levando ao ‘acerto de contas’. Por enquanto não temos pistas dos criminosos”, informou o delegado Temmer Khayat.
O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML), onde esperará pela identificação de familiares, caso contrário em sete dias, se não houver reconhecimento, a vítima será enterrada como indigente.
(Diário do Pará)
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