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POLÍCIA

Padrasto é suspeito de abusar de enteadas menores

A Polícia Civil prendeu, no último final de semana, em Terra Alta, nordeste paraense, um homem de 41 anos de idade suspeito de abusar de duas enteadas durante cinco anos. Os estupros aconteciam na própria casa do padrasto, que era casado com a mãe das men

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A Polícia Civil prendeu, no último final de semana, em Terra Alta, nordeste paraense, um homem de 41 anos de idade suspeito de abusar de duas enteadas durante cinco anos. Os estupros aconteciam na própria casa do padrasto, que era casado com a mãe das meninas.

O suspeito foi preso após ameaçar a ex-mulher de morte e tentar raptar a filha do casal, de oito anos. Ao ser encaminhado à delegacia, a ex-companheira, que tem 39 anos de idade, contou para a Polícia Civil que o acusado havia abusado de suas filhas durante cinco anos. O suspeito morava na zona rural de Terra Alta, onde trabalhava como agricultor e viveu junto com a mãe das meninas por 12 anos. As vítimas são filhas do antigo casamento da denunciante.

As meninas tinham, na época, oito e 14 anos. De acordo com a mãe das vítimas, os abusos aconteciam depois que o acusado voltava da roça. O padrasto abusou primeiro da adolescente de 14 anos. Em seguida, violentou a criança de oito anos. As irmãs não sabiam que as duas eram abusadas sexualmente, pois o padrasto ameaçava matar as meninas e a mãe, caso alguém descobrisse. “Elas não me contaram porque eram ameaçadas e tinham medo que ele fizesse alguma coisa comigo. Durante 12 anos não sabia com quem vivia. Tive medo de morrer depois que descobri”, contou a mãe das vítimas, enfatizando que se separou do companheiro ao descobrir os abusos.

O caso só foi descoberto depois que a irmã mais velha presenciou o padrasto marcando um encontro com a irmã. Revoltada, a garota comunicou o fato à mãe. Após a separação do casal, a mãe das meninas não tornou públicos os crimes, mas o fato ficou fora do controle depois que ela foi ameaçada. “Depois que arrumei minha vida de novo, ele (acusado) disse que ia levar a filha que tive com ele. Se já fez uma vez (estupro) com as enteadas que eram consideradas filhas, poderia abusar da minha menina. E não queria isso”, disse a mãe.

Segundo a delegada Elielza Menezes, mesmo depois de muitos anos de o crime ter acontecido, cabe prisão por estupro de vulnerável ao acusado. “Ele foi preso em flagrante por ameaça, mas confessou em depoimento que abusou durante cinco anos das enteadas. Vamos pedir a prisão preventiva do acusado à comarca de Curuçá”, disse a delegada.

Questionada sobre os motivos que a levaram a não denunciar seu ex-companheiro, a mãe das meninas disse que os dois eram da mesma igreja e poderia ser um escândalo para a comunidade. “Morávamos na vila de Santa Maria do Maú e, depois que nós nos separamos, todos ficaram falando. Tive medo não só das ameaças dele, mas também do que as pessoas poderiam falar. Sei que errei, mas agora eu quero justiça. Pois isso é um crime ruim, é corrupto!”, concluiu a denunciante.

(Diário do Pará)

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