A vida sossegada e tranquila do ancião Manuel Maia de Brito, de 74 anos, que para reforçar a aposentadoria tomava conta de uma casa na invasão Nova Canaã, local onde mataram o pastor José Arimatéia, terminou de forma trágica.
Na tentativa de defender o imóvel, Manuel Maia foi executado com um tiro no rosto, crime que para a polícia teve motivação de vingança por parte do traficante e homicida Jefferson Albuquerque de Brito, que ao ser impedido de entrar no terreno matou a vítima.
O caso foi registrado na Seccional Urbana de Marituba que forneceu a qualificação e fotografia do acusado. Segundo os policiais da Divisão de Homicídios que estiveram no local do crime, Manuel Maia de Brito tomava conta da casa e do terreno e teria impedido que Jefferson Albuquerque entrasse para fumar drogas no local.
Testemunhas contaram ao delegado Eduardo Rollo da Divisão de Homicídios que por volta do meio deste sábado (14) dois homens, um deles identificado como o traficante e homicida Jefferson Albuquerque de Brito, queriam entrar no terreno onde a vítima tomava conta e houve uma áspera discussão entre a vítima e os dois homens.
Jefferson Albuquerque saiu e meia hora depois voltou armado com um revólver possivelmente calibre 38, foi percebido pela vítima que apressada, entrou na casa e na tentativa de se defender tentou pegar um terçado, tendo o assassino, pela janela, atirado no rosto do ancião que agonizou até morrer.
Investigações no local feitas pela equipe da Divisão de Homicídios apontaram para o acusado que já responde a processo criminal na 3ª vara Penal de Marituba sendo também imputada a prática de dois homicídios, na área da invasão Canaã e de comandar o tráfico de drogas no município de Marituba.
Depois de praticar o crime, Jefferson Albuquerque desapareceu do local e os policiais civis e militares de Marituba fizeram buscas na tentativa de prendê-lo ainda dentro do flagrante, mas até fecharmos esta edição ele continuava foragido.
Equipes do Instituto de Criminalística sob o comando do perito Jadir estiveram no local levantando evidências do crime e remoção do corpo. Filhos da vítima acompanharam desolados o trabalho da perícia que encontrou ao lado do corpo um terçado “rabo de galo” que possivelmente a vítima não teve tempo de pegar para se defender do traficante.
(Diário do Pará)
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