A delegacia de homicídios investiga mais um assassinato ocorrido na manhã de ontem em Castanhal, nordeste paraense. Um homem foi brutalmente assassinado depois de ter sua cabeça esmagada por golpes de paus e pedras. O crime foi cometido numa praça da cidade. A polícia não tem pistas dos criminosos.
O assassinato aconteceu na madrugada de domingo, por volta das 02h, na praça Georgina Nascimento, localizada no bairro da Saudade I. A vítima, identificada como Hélio Cássio de Oliveira, 28 anos, era conhecida por “Bala”. Ele foi morto de forma cruel e covarde. Hélio teve a cabeça esmagada por golpes com paus e pedras, que foram encontrados no local do crime. De acordo com a guarnição da PM, composta pelo cabo PM Florisvaldo e soldado Dultra,o corpo foi encontrado por um jovem que estava jogando futebol. A bola tinha caído na quadra ao lado e quando o menino foi pegar se deparou com o corpo ensanguentado. “A informação que chegou para nossa equipe era que um menino tinha visto um corpo na quadra, ele chamou o vigia da escola que acionou nossa guarnição. Quando chegamos ao local, presenciamos essa cena deplorável de um homem morto de forma brutal”, contou o cabo Florisvaldo.
Segundo a Polícia Militar, a vítima conhecida por “Bala” já tem antecedentes criminais, onde cumpriu pena por assalto. “A vítima é conhecida da polícia, já respondeu por vários roubos e saiu recentemente da cadeia. Ele inclusive tem uma tatuagem de um revólver na cintura, mostrando sua periculosidade”, disse o cabo Florisvaldo.
Moradores que de casas próximas ao local do crime, informaram que não viram ou ouviram nada durante toda noite, mas voltaram a dizer que a praça Georgina Nascimento, se tornou alvo dos bandidos. “Não ouvi nada, porque estava dormindo. Esse ai (vítima) era conhecido e vivia perambulando na praça, fumando maconha. Já foram dois homicídios em menos de dois meses aqui. Tá muito perigoso deixar nossos filhos brincando aqui. Mesmo se a gente tivesse visto alguma coisa era melhor ficar calada, pois você sabe como é, né?”, contou uma moradora que não quis se identificar.
A praça ficou tomada por uma multidão que tentava encontrar explicação para tão brutalidade. “Mesmo sendo do mundo do crime, não justifica fazer uma coisa dessas. Deve ter sofrido muito antes de morrer, meu Deus”, dizia um grupo de mulheres que acompanhava o IML fazer a remoção do corpo.
Na quadra de esporte da praça, só ficaram os paus e pedras que mataram a vítima. Para a Polícia Militar, a vida do crime não compensou para “Bala”. “A brutalidade foi tão grande que foi encontrado cabelo na pedra que foi atirada na cabeça da vítima. Ele procurou o caminho errado e teve essa morte trágica”, concluiu o Cabo Florisvaldo.
(Diário do Pará)
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