Cinco homens foram detidos após terem sido perseguidos e trocado tiros com a Polícia Militar (PM), na madrugada de ontem, após terem roubado dois veículos em Belém. Dois deles foram baleados e foram socorridos para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua. Duas armas de fogo foram apreendidas.
Ruan Cristian da Silva Formigosa, 19, vulgo “Manteguinha”, Davi Barbosa da Silva, 25, Patrick Lindemberg Rayol, 20 se entregaram. O irmão de Ruan, identificado como Luan Cristian Formigosa, 20 e o outro comparsa, Jesiclei Paulo Correa, 21, foram baleados durante a troca de tiros e até o final da madrugada de ontem, o quadro de saúde deles era considerado estável, pelos médicos que os atenderam.
De acordo com informações do cabo PM Brito Souza da viatura 0108, da 1ª Companhia (Cia)/1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou que a guarnição percebeu a fuga deles no segundo carro roubado pelo quinteto.
”Eles roubaram um Fiat Uno no bairro do Telégrafo e o abandonaram no Conjunto Médici. Lá no Médici eles já roubaram um Palio, que foi o que nós trombamos e logo saímos em perseguição. Eles fugiram e durante a fuga efetuaram disparos contra a guarnição no Canal do Galo. Precisamos revidar e dois deles foram atingidos”, falou.
Os dois baleados foram encaminhados, primeiramente, para o Pronto Socorro da Travessa 14 de Março, no bairro do Umarizal. Mas devido a gravidade dos ferimentos, a dupla foi conduzida para o Hospital Metropolitano. Ruan, Davi e Patrick foram apresentados na Seccional Urbana da Marambaia e prestaram depoimento ao delegado de plantão Ronaldo Hélio. As vítimas do quinteto compareceram na seccional e reconheceram os suspeitos.
Ao serem puxadas as fichas, foi constatado que Ruan e Davi são reincidentes por assaltos. As duas armas de fogo, um revólver calibre 38 e uma pistola 635 foram apreendidas pela Polícia Civil. Procurados pela reportagem, Ruan conversou e disse que a intenção dos assaltos era arranjar dinheiro para a sobrevivência. “Nós só queríamos os pertences deles. Ninguém queria o carro. Com o dinheiro que a gente arranjasse íamos gastar com as coisas que precisamos para a nossa sobrevivência”, disse.
Patrick comentou que parou de frequentar a igreja e acabou se envolvendo no mundo do crime. “Saí da igreja há um bom tempo e me meti ‘nessas coisas’. Nunca fui preso. É a primeira vez que me envolvo em assaltos”, alegou. Diferente deles, Davi permaneceu em silêncio diante das perguntas feitas sobre o caso.
Segundo a polícia, após receberem alta, Luan e Jeciclei seriam apresentados na seccional para prestar depoimento. Após os procedimentos legais, os cinco já estariam à disposição da Justiça.
(Diário do Pará)
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