A vida foi curta para Adriano Sousa Santos, de 19 anos, conhecido como “Adrianinho” morador da rua Nova I no bairro do Jurunas, morto com sete disparos de arma de fogo que lhe atingiram nas costas, pescoço, tórax e cabeça, no final da noite de sexta-feira (19).
Segundo as informações levantadas, no local, pela Polícia Militar, “Adrianinho” chegou em companhia da namorada em uma casa de lanches na rua Nova I, próximo a travessa dos Apinagés quando foi surpreendido pelo assassino, que pedalava uma “bike”.
Para testemunhas que estavam próximo ao local do crime, é bem provável que a vítima conhecia seu agressor, tanto que, ao vê-lo chegar, pulou da cadeira em que estava sentado e tentou correr para dentro da residência sendo atingido primeiro com um disparo nas costas.
Na sequência, sem se intimidar com os fregueses que estavam na casa de lanches, o assassino disparou mas seis vezes à queima-roupa, com a vítima já no chão, provavelmente utilizando uma pistola 380. Imediatamente o assassino fugiu em direção à passagem Motorizada, no Jurunas.
Uma viatura do 20º Batalhão de Polícia Militar que estava às proximidades do crime foi informada da situação e ainda chegou a fazer incursões na tentativa de localizar o ciclista assassino que se enveredou pelos muitos becos e vielas do bairro do Jurunas.
Logo a notícia se espalhou e familiares da vítima estiveram no local, que foi preservado pela Polícia Militar para o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística que levantaram evidências quanto ao crime que vitimou Adriano Sousa Santos.
O dono do estabelecimento disse ao delegado Eduardo Rolo e investigadores da Divisão de Homicídios que “Adrianinho” não costumava frequentar a casa de lanches, mas era conhecido da rua onde passava todos os dias. “Na hora do crime ele parou com a namorada e pediu um lanche. Enquanto fui até a cozinha preparar o lanche , ouvi os disparos e, quando cessaram, encontrei o corpo da vítima caído na entrada da casa”.
Uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros ainda foi solicitada para tentar socorrer “Adrianinho”, mas já era tarde. As perfurações à bala na cabeça foram fatais e quando os paramédicos chegaram “Adrianinho” já estava em óbito restando apenas a remoção pelo Instituto de Criminalística Renato Chaves.
O caso foi registrado em um lacônico Boletim de Ocorrência na Seccional Urbana da Cremação pela mãe da vítima, relatando apenas que o filho fora morto a tiros sem dar maiores detalhes com relação ao assassino e as circunstâncias do crime.
A principal testemunha do crime, a namorada de Adriano Sousa Santos, não foi localizada para falar o que sabia sobre o crime e desapareceu do local não acompanhando a remoção do corpo pelo IML. Os levantamentos realizados pela equipe de local de crime da Divisão de Homicídios serão repassados para a Seccional da Cremação encarregada de apurar o crime.
(Diário do Pará)
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