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POLÍCIA

Carroceiro é morto em ciclovia após ser atropelado

O carroceiro Odair José Brás Gonçalves, mais conhecido como “Blufe”, 38, morreu ontem de manhã, após ser atropelado na avenida Pedro Álvares Cabral, bairro do Telégrafo, por um jovem de 19 anos. Alan Rangel dirigia o carro na contramão da ciclofaixa daque

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O carroceiro Odair José Brás Gonçalves, mais conhecido como “Blufe”, 38, morreu ontem de manhã, após ser atropelado na avenida Pedro Álvares Cabral, bairro do Telégrafo, por um jovem de 19 anos. Alan Rangel dirigia o carro na contramão da ciclofaixa daquela avenida quando atingiu o homem, morador da Vila da Barca. O rapaz afirmou que estava alcoolizado e havia saído de uma festa com alguns amigos na Doca. Alan, que é morador do município do Moju, foi autuado por homicídio no trânsito, sendo possível arbitrar fiança para evitar a prisão.

Ainda amanhecia o dia, por volta de 5h30. Joel carregava uma pequena mochila com alguns pertences e seguia na ciclofaixa. Sem o fluxo de veículos ser intenso naquele horário, a vítima poderia estar distraída ao ser surpreendida por um palio cinza, na contramão em alta velocidade.

“Assim que ele [motorista] bateu o homem, ele ainda voltou para ver o que tinha feito e depois ‘arrancou’ com o carro. Ele continuou na contramão até a avenida Júlio César. O perseguimos e no cruzamento com a Almirante Barroso, conseguimos detê-lo. Ele está visivelmente alterado”, explicou o tenente Mangas, 1ºBPM/7ªAISP.

Ao conversar com a imprensa, Alan disse que era filho de empresário madeireiro no Moju, que “bebeu” bastante durante uma festa em uma boate na Doca, mas que não teria atropelado ninguém. No local, ele revelou pelo menos três nomes à polícia, já que estava sem nenhum tipo de documentação.

Ainda segundo os policiais militares que conseguiram deter Alan, ele teria oferecido certa quantia em dinheiro para que fosse liberado e não parasse na cadeia. “Não vai pegar nada pra mim. Meu pai é empresário, vai pagar fiança e eu não vou ficar preso”, disse Alan ao DIÁRIO.

A sensação de impunidade revoltou alguns moradores do bairro. Alguns reconheceram a vítima e ao ouvir a declaração do jovem, se indignaram. “Parece que vai ser sempre assim. Eles aprontam no trânsito, bebem, dirigem, matam e tudo termina com dinheiro. A vontade que dá, é fazer com ele [motorista], a mesma coisa que ele fez com esse coitado [vítima]”, comentou uma moradora aposentada, que preferiu não ser identificada.

Segundo populares que reconheceram Joel, disseram que ele trabalhava vendendo latinha e ferro velho. “Andava pra cima e pra baixo”, comentou um senhor. O carroceiro deixou mulher e um filho de três meses.

O veículo de Alan foi apreendido na unidade policial do bairro da Sacramenta. Ele foi encaminhado para perícia e somente depois que passou o suposto efeito do álcool, ele reconheceu a tragédia que provocou.

Alan foi autuado na Seccional Urbana da Sacramenta por homicídio no trânsito, pelo delegado Miguel Cunha. “O condutor do veículo foi encaminhado para perícia, autuado em flagrante e, caso pague fiança vai ser liberado”, disse o delegado. Enquanto o corpo de Joel não era removido para o Instituto Médico Legal, o trânsito na avenida Pedro Álvares Cabral ficou congestionado por alguns minutos e precisou da orientação de agentes da Amub.

(Diário do Pará)

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