Foi detido na vila de Penhalonga, município de Vigia, uma terceira pessoa envolvida no latrocínio (roubo seguido de morte) do estudante Elton Cruz Monteiro, de 27 anos, ocorrido na última terça feira (06) numa lan house de propriedade da família da vítima no bairro da Marambaia. João Paulo Souza Farias, de 21 anos, mais conhecido como “Macaco” é suspeito de ter participado no crime dando suporte aos três conhecidos dele que adentraram o estabelecimento. Macaco foi inicialmente encaminhado à Delegacia de Polícia de Santa Izabel, e depois à Seccional Urbana da Marambaia, onde o delegado Pery Netto o interrogou.
Entraram na lan house Ronaldo Farias de Souza, de 29 anos, apontado pela polícia como a pessoa que efetuou o disparo. Ele foi detido horas depois do crime na rua Santa Odilha, no bairro do Atalaia, mais precisamente na casa de Aline Farias de Souza, de 18 anos, presa também em flagrante na terça por interceptação dolosa dos produtos roubados na ação criminosa. Nesse mesmo dia, conseguiram fugir o sobrinho de Ronaldo, um adolescente de 17 anos, Roberto Pereira de Souza, de 29 anos, conhecido como “Beto” e companheiro de Aline e o próprio Macaco.
O adolescente se entregou no dia seguinte também em Penhalonga e alegou ter sido ele a efetuar o disparo, porém, segundo investigação da Polícia Civil, essa seria uma estratégia para livrar o tio dele, Ronaldo, de uma condenação mais dura, uma vez que ele seria o verdadeiro atirador na ocasião. “Colhemos vários depoimentos de testemunhas oculares, e em todos eles fica claro que foi o Ronaldo quem atirou”, afirmou o delegado Pery. Tal versão contada pelo adolescente foi reiterada por Macaco, que por sua vez alegou desconhecer o paradeiro de Beto, o único envolvido no latrocínio ainda foragido.
PRISÃO
João Paulo foi detido graças a denúncias anônimas. Policiais militares da 1ª Companhia da Polícia Militar de Vigia foram informados por volta de 13h que um dos participantes no referido latrocínio estaria escondido na zona rural de Penhalonga. “Montamos uma campana e quando ele saiu de bicicleta pra comprar refrigerante para o pai numa taberna próxima nós o detivemos. E ele não esboçou qualquer reação”, relatou o sargento Francisco Junior, comandante da operação.
“Eu fui até a casa da minha prima (Aline Farias) para pagar o boleto do meu documento. Não vi quando o namorado dela e os outros saíram pra assaltar. Só vi o Beto trazer uma sacola que estava com o roubo e depois sair. Foi quando a polícia chegou revirando tudo. Eu não tenho nenhuma participação nesse crime”, se defendeu o suspeito. Questionado sobre o por quê de ter fugido para Penhalonga, o mesmo afirmou ser na verdade lá a moradia regular dele, que só teria feito viagem a Belém para resolver uma pendência e depois voltaria.
“Recebemos várias denúncias da comunidade que ele mal saía de casa depois que voltou de Belém. Um claro comportamento de quem estava se escondendo”, contrapôs o sargento F. Junior.
(Diário do Pará)
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