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POLÍCIA

Jovem é encontrado morto às margens da Alça Viária

O corpo estava jogado de costas no chão de terra, pés cruzados e braços abertos – as duas mãos sujas com o próprio sangue. Ao passar pelo local, já à luz do dia, um motorista notou e avisou na barreira da Polícia Rodoviária Estadual. O rapaz, entre 18 e 2

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O corpo estava jogado de costas no chão de terra, pés cruzados e braços abertos – as duas mãos sujas com o próprio sangue. Ao passar pelo local, já à luz do dia, um motorista notou e avisou na barreira da Polícia Rodoviária Estadual. O rapaz, entre 18 e 21 anos, foi encontrado às margens da rodovia Alça Viária, ainda no início do km 6, na manhã de ontem. Segundo os peritos, a vítima recebeu três tiros na cabeça e um no peito. Até o fechamento dessa edição, nenhum familiar apareceu e ele permanece sem identificação.

De acordo com o delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, uma cápsula encontrada no local denunciou o calibre da arma – uma ponto 40 –, considerada de uso exclusivo das forças armadas “Fora isso, não foi encontrado mais nada, nenhum documento ou veículo que pudesse ter sido usado pela vítima para chegar ao local. Por isso é importante que sejam divulgados detalhes, para que algum familiar o reconheça”, pede. Em uma das pernas, na altura da coxa, uma tatuagem com nome de mulher – Luane – pode ajudar na identificação.

O local do crime, segundo peritos, foi a beira da estrada onde a vítima foi encontrada. De acordo com o sargento Andrade, por volta das 6 horas da manhã, pessoas passaram de carro pela alça e avisaram na barreira da PRE, que havia um homem jogado. “Nós enviamos os homens, os cabos Marildo e Polfilho, da VTR 6013, que vieram até aqui [km 6] e constataram a denúncia. Eles se depararam com ele jogado já dessa maneira e encontraram também a cápsula jogada próxima ao corpo”, relatou. Moradores teriam ido até o local algumas vezes para tentar reconhecer o rapaz, mas ninguém soube identificá-lo.

“Os tiros foram dados à queima roupa, houve um chamuscamento próximo aos olhos, devido à proximidade, a exposição a uma grande quantidade de pólvora”, explica o delegado Lenoir. O tiro dado no peito chegou a transfixar o corpo e a bala ficou encravada no solo. Os peritos tiveram que fazer pequenas escavações para encontrá-la.

(Diário do Pará)

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