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POLÍCIA

Mulher é morta a tiros e família critica polícia

Após um relacionamento conturbado e violento que teria durado dois anos, Andrea Simone Alves Freitas, de 30 anos, resolveu há dois meses dar um fim na relação com o ex-presidiário Edvandro Monteiro Dias, 24, conhecido como “Pato”, mas acabou dando início

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Após um relacionamento conturbado e violento que teria durado dois anos, Andrea Simone Alves Freitas, de 30 anos, resolveu há dois meses dar um fim na relação com o ex-presidiário Edvandro Monteiro Dias, 24, conhecido como “Pato”, mas acabou dando início a uma vida rodeada de constantes ameaças de morte por parte dele. Inconformado com o fim e de ser rejeitado pela ex, por volta de meia-noite desta sexta-feira (16) ele cumpriu o que dizia.

Ela estava sentada em um banco do canteiro central da rua da Mata, no conjunto Médici II, bairro Marambaia, quando foi friamente assassinada com dois tiros, segundo testemunhas, pelo ex-companheiro. Segundo a polícia, o crime pode ter sido passional.

Proteção

Para os familiares e amigos, a morte de Andrea poderia ter sido evitada, caso a polícia tivesse tomado alguma medida para proteger a vítima. De acordo com parentes dela, boletins de ocorrências foram registrados, relatando as ameaças que ela estaria recebendo do ex-companheiro.

Dois disparos

O sargento PM Silva Alves, da viatura 0124, do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse que o suspeito chegou em uma motocicleta, efetuou os disparos e saiu caminhando, como se nada tivesse acontecido.

“Testemunhas informaram que ele teria chegado em uma moto, desceu, veio até ela, atirou e depois saiu andando, subiu na moto e fugiu. O canteiro central estava movimentado no momento do crime. Os familiares disseram que ele já estava ameaçando a vítima há pelo menos dois meses porque ele não teria aceitado o fim do relacionamento entre eles”, disse.

Ex-companheiro teria cometido outros crimes

Em matéria publicada no DIÁRIO no último dia 1º de agosto, Edvandro foi detido por envolvimento em um latrocínio, ocorrido no dia 25 de maio deste ano, ocasião em que teria confessado ter assassinado a tiros o feirante Natalino Pereira Menezes, em frente à sua casa, durante um assalto, no Conjunto Jader Barbalho, no Aurá, em Ananindeua.

Conforme a polícia, atualmente “Pato” estaria foragido do sistema penal. Além disso, de acordo com informações, ele é reincidente por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, associação ao tráfico e homicídio.

Apelo

O pai da vítima João Freitas,57, inconsolável com a morte trágica da filha, fez um apelo para que “Pato” fosse localizado e preso o mais rápido possível. “Este homem é perigoso! Ele matou a minha filha, já matou outras pessoas, ameaçou atear fogo na minha casa, me deixar de cadeira de rodas e de me matar. Ele não pode ficar solto nas ruas, pois está foragido da Justiça”, afirmou.

Segundo ele, várias denúncias foram feitas à polícia, mas nada foi feito. “Procuramos a polícia para contar que ele sempre estava nos ameaçando de morte. Pedimos proteção para ela, mas nada foi feito. Agora ele matou a minha filha e ninguém vai trazê-la de volta”, lamentou.

Perícia diz que disparos foram à queima-roupa

Policiais da Divisão de Homicídios (DH), que tinham à frente a delegada Maria Cristina Esteves, foram ao local do crime e colheram as informações necessárias para darem início às investigações do caso.

Os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves estiveram na cena do assassinato e realizaram o levantamento de local de crime, coletando evidências que possam ajudar a Polícia Civil a encontrar o suspeito.

De acordo com a perita criminal Virgínia Paiva, a vítima foi atingida por dois disparos efetuado à queima roupa. “Ela foi alvejada com dois tiros, um no ombro direito e um na cabeça. Ambos foram disparados bem de perto”, falou.

O corpo de Andrea foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o ocaso foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia. Até o final da madrugada de ontem, a polícia ainda não havia obtido informações sobre o paradeiro do suspeito.

(Diário do Pará)

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