Um soldado da Polícia Militar foi preso em flagrante por extorsão mediante sequestro, uso de munição e resistência. Na tarde de sábado (17), Leonardo dos Anjos Nunes e outros dois homens, também supostos policiais, teriam abordado o comerciante Márcio Raiol da Silva e exigido dinheiro para livrá-lo da acusação de tráfico de drogas. O soldado foi preso e os dois homens ainda não foram identificados.
O comerciante foi abordado no bairro do Curió por um Siena de cor prata ocupado por três homens, entre eles, o soldado da PM. Eles acusaram a vítima de ser traficante e entraram em contato com a mulher do comerciante exigindo dinheiro. “Primeiro eles pediram R$ 5 mil e depois baixaram para R$ 2.500 e marcaram um local, na avenida Primeiro de Dezembro com a (travessa) Curuzú para receber o dinheiro das mãos da companheira da vítima”, afirma o delegado Elói Fernandes, titular da Divisão de Crimes Funcionais (Decrif).
A mulher do comerciante registrou uma denúncia na Decrif e o delegado de plantão, Marcos Vinícius, deslocou duas equipes para acompanhar o caso. No local marcado para a entrega do dinheiro, os policias à paisana avistaram quando um homem em uma moto tentou levar a mulher da vítima. Ao perceber que estava sendo observado, o homem fugiu, deixando Leonardo para trás.
O soldado tentou fugir pela travessa Curuzú, no sentido avenida Almirante Barroso, mas foi cercado. “Acuado, ele parava e tentava ameaçar o veículo. Ele estava armado e atirou, mas a bala não atingiu o alvo. Os policiais revidaram e na troca de tiros, Leonardo foi ferido de raspão na perna e caiu”.
A Polícia Civil não conseguiu localizar a arma, mas encontrou nove cartuchos de revólver calibre 38 intactos com o militar. O flagrante foi homologado e convertido em prisão preventiva. O soldado foi encaminhado para o presídio Anastácio Neves, exclusivo para funcionários públicos na ativa. O militar se reservou ao direito de manifestar-se somente em juízo. A PM informou que Corregedoria da Polícia Militar está investigando e que a Decrif também está acompanhando o caso.
(Diário do Pará)
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