Militantes do movimento Belém Livre realizaram um protesto na noite de ontem, em frente a um shopping na rodovia BR-316, em Ananindeua, para denunciar supostas ameaças que um dos integrantes do grupo vem sofrendo de policiais militares da Ronda Tática Metropolitana (Rotam). Segundo as denúncias do movimento, registradas na Corregedoria da Polícia Militar, na manhã da última terça-feira (3), o agente de saúde Paulo Sérgio Magno Lima, 23 anos, teria sido sequestrado e agredido por policiais militares que seguiam em um carro modelo Siena, cor prata, sem placa, pelas ruas de Ananindeua.
“Os policiais aproveitaram o momento que eu andava sozinho para me abordar e me colocar a força dentro do carro, que ficou circulando por várias ruas da cidade. Durante o sequestro e a agressão, o que eles mais falavam era para eu apagar um vídeo que eu tinha feito no meu celular durante um ato, no centro de Belém, que o coronel Rosinaldo da Rotam tentava me agredir. O vídeo, que eu inclusive publiquei no meu facebook é um prova da forma truculenta da polícia contra os manifestantes, por isso os policiais se sentiram ameaçados pelo vídeo e começaram a me agredir”, revelou Paulo Sérgio.
Segundo a vítima, o sequestro teria durado cerca de duas horas e só acabou no município de Marituba, quando o jovem foi jogado do carro em uma área sem movimentação de pessoas. “A ação da polícia foi uma forma clara de querer calar minha boca. Por isso resolvi levar o caso até a Corregedoria da PM. Situações como essas não podem ficar impunes, jamais”, afirmou o agente de saúde, que também denunciou o caso a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Belém.
O caso teve muita repercussão nas redes sociais, após a vítima relatar o episódio e postar o vídeo onde aparece o policial militar denunciado por ele. Por telefone, a assessoria de comunicação da Polícia Militar do Pará disse que tomou conhecimento do caso através da Corregedoria da Polícia e espera o posicionamento da ação para se pronunciar sobre o episódio. A assessoria informou ainda que todos os casos de violência policial devem ser registrados na Corregedoria do órgão e que cabe a este os procedimentos legais nessas situações.
(Diário do Pará)
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