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POLÍCIA

Usuária de drogas é executada com seis tiros

A dependente química Franscinele Francis Souza da Silva, 32, foi assassinada, na noite do último domingo, dentro da própria casa. O crime aconteceu por volta das 19h30, em Murinin, região de Benfica, no momento em que o atirador percebeu que não havia “ne

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A dependente química Franscinele Francis Souza da Silva, 32, foi assassinada, na noite do último domingo, dentro da própria casa. O crime aconteceu por volta das 19h30, em Murinin, região de Benfica, no momento em que o atirador percebeu que não havia “nenhuma testemunha ocular”. O criminoso provavelmente conhecia a vítima, pois eles ainda teriam conversado antes dele atirar. Franci, como era mais conhecida, ainda chegou a ser socorrida por uma ambulância, mas morreu a caminho do hospital.

Alguns vizinhos conversaram com a reportagem e contaram que por ser domingo e pelo horário em que aconteceu o crime, seria comum a presença dos moradores na rua Sapolândia. Porém, a população afirmou que justamente naquele momento, não havia ninguém transitando naquela rua, motivo pelo qual o atirador se aproveitou para cometer o crime.

“Não tinha ninguém na rua. Escutamos só os tiros, foram uns seis. Mas alguns ‘meninos’ daqui disseram ter visto dois homens. Um teria ficado na esquina da rua e o outro chegou de moto, bateu na casa, chegou a entrar, conversar com ela e, de repente, atirou. Ele tava de capacete o tempo todo e não dava pra ver o rosto”, contou um vizinho.

Segundo aqueles moradores, Franci estava morando há cerca de seis meses na casa alugada e morava sozinha, apesar de possuir três filhos ainda em idade infantil. Ela havia recentemente perdido a mãe, mas seria considerada uma “boa pessoa”. “Ela se dava bem com todo mundo aqui. Sempre tinha muita gente na casa dela”, comentou outra moradora.

Ainda de acordo com informações de populares, Franci estava contando os dias para se mudar para a casa própria, tudo indicava que ela mudaria ontem, segunda-feira, mas infelizmente não conseguiu ver chegar o dia.

DROGA

Segundo a Polícia Civil de Benfica, a vítima já teria algumas passagens por tráfico de drogas. Várias denúncias apontavam para a casa dela como “boca de fumo”. “Na semana passada fomos averiguar denúncia e quando chegamos lá, encontramos a casa cheia de usuários de droga consumindo entorpecente, mas não encontramos droga que pudesse configurar como tráfico. Ela também respondia Termo Circunstancial de Ocorrência por ameaça contra uma adolescente. Francis dava uma de ‘valentona’ e de vez em quando tínhamos problemas com ela”, contou um policial civil que prefere não ser identificado.

O suspeito ainda não foi identificado pela polícia. A delegacia daquele município abriu inquérito para apurar o crime. A equipe formada pelos investigadores Claudia, Ivo, Hélio e Valter, devem ajudar o delegado Álvaro Gomes a desvendar o assassinato da dependente química. A polícia não descarta o crime motivado pelo “acerto de contas”.

A tragédia assustou aqueles moradores da região. Ainda ontem pela manhã, não havia outro assunto a não ser a morte de Franci. “Se ela tinha algum tipo de problema, ela não falava. Nunca tivemos problema com ela”, disse uma dona de casa que não quis revelar o nome.

Familiares da vítima estiveram na casa onde o crime aconteceu. Muito abalados, eles não quiseram conversar com a imprensa. A mulher deixou três filhos órfãos.

(Diário do Pará)

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