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POLÍCIA

Homem é morto em suposto 'acerto de contas'

A Delegacia de Homicídios investiga um crime ocorrido na noite de segunda-feira (09) em Castanhal, nordeste do Estado. Um homem foi assassinado quando caminhava em direção a sua casa. Para a Polícia Civil, o homicídio pode ser um “acerto de contas”. Mais

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A Delegacia de Homicídios investiga um crime ocorrido na noite de segunda-feira (09) em Castanhal, nordeste do Estado. Um homem foi assassinado quando caminhava em direção a sua casa. Para a Polícia Civil, o homicídio pode ser um “acerto de contas”.

Mais uma vez Castanhal voltou a ser alvo da criminalidade que assola a periferia da cidade. Um homem identificado como José Adriano Ferreira de Lima, 22, foi assassinado com pelo menos cinco tiros à queima-roupa, por volta das 23h. De acordo com testemunhas, a vítima seguia para sua casa quando foi parada por dois homens numa motocicleta.

Depois de uma rápida conversa, regada a discussão e xingamentos, os dois homens puxaram um revólver calibre 38 e descarregaram a arma em José Adriano. Antes de ser alvejada, a vítima ainda tentou correr, mas foi alcançada pelos assassinos, que não tiveram perdão e terminaram o que foram fazer: matar mais um que devia para o mundo do crime. “Vixe, esse aí vivia roubando. Metia a mão onde não devia. Dessa vez subiram com ele”, contou um dos jovens que presenciou o crime, mas não quis se identificar.

Moradores da rua Projetada Dois, onde aconteceu o crime, contaram que a vítima era conhecida e que cometia roubos nos bairros vizinhos e estava ligada ao tráfico de drogas. “Já vi muita gente atrás dele cobrando o que tinha roubado. Vivia metendo o bicho por aí, mas não posso falar muita coisa, porque já viu, né? Aqui é muita onda e, se falo alguma coisa, é chapéu!”, contou um senhor que, por medida de segurança, não revelou o seu nome.

Segundo os peritos do IML que fizeram a remoção do corpo, a vítima foi crivada de balas e teve perfurações no peito e nos braços. Um dos cinco tiros quase decepou um dedo de José Adriano. Para a Polícia Civil, as evidências podem ser mais um “acerto de contas”.

“A vítima foi executada sem perdão. Pelas circunstâncias como foi cometido o crime, tudo leva a crer em acerto, pois a vida pregressa da vítima não era das melhores. Com certeza ele devia algo e acabou sendo assassinado. Mas isso não justifica para a polícia e vamos investigar para chegar aos autores desse crime”, contou o delegado Fábio Castro.

De acordo ainda com a Polícia Civil, um dos motivos para os constantes homicídios ocorridos no bairro da Propira é o tráfico de drogas que impera no local. “Sabemos que o tráfico de drogas impera no bairro. José Adriano pode ter sido mais uma vítima dessa maldição. Infelizmente foi mais um jovem que acabou pagando com a vida”, concluiu Fábio Castro.

Moradores do bairro da Propira voltaram a reclamar da falta de segurança. De acordo com a população, as ruas escuras e esburacadas favorecem a criminalidade.

(Diário do Pará)

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