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POLÍCIA

Homem é morto com tiro no rosto

O silêncio das ruas que era quebrado apenas pelo vento forte que vinha da Baía do Guajará foi também interrompido por um estampido de tiro, disparado no início da madrugada de ontem, na Rua Uirapuru, bairro Brasília, em Outeiro, Belém. O resultado foi um

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O silêncio das ruas que era quebrado apenas pelo vento forte que vinha da Baía do Guajará foi também interrompido por um estampido de tiro, disparado no início da madrugada de ontem, na Rua Uirapuru, bairro Brasília, em Outeiro, Belém. O resultado foi um corpo morto no chão com uma bala no rosto. A vítima, identificada por Márcio Holanda Nascimento, de 35 anos, foi encontrada por uma guarnição da Polícia Militar que realizava uma ronda ostensiva pelo local. Segundo as primeiras investigações, o caso teria sido uma execução por possíveis dívidas de Márcio com traficantes do bairro.

De acordo com informações, ele seria usuário de drogas, cometeria diversos furtos, roubos e arrombamentos de residências no bairro Brasília, para sustentar o vício nos entorpecentes. Além disso, conforme a polícia, a vítima já teria sido presa por tráfico de drogas na Delegacia de Outeiro.

De acordo com informações do cabo PM L. Carlos da viatura 1020, do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a guarnição estava em ronda pela Rua Uirapuru quando percebeu que no meio da via havia um corpo de homem. Mas não foi só isso que chamou a atenção deles. Da cabeça da vítima escorria bastante sangue e o corpo sem movimentos de respiração, parecia estar morto. E estava.

“Estávamos em ronda pelo bairro Brasília e passamos aqui pela Rua Uirapuru. Logo que dobramos percebemos que havia o corpo de um homem estirado no meio da rua. Fomos verificar a situação e constatamos que ele estava morto. Os moradores aqui não quiseram falar nada, se ouviram ou se viram alguma coisa. Os familiares disseram que ele era viciado em drogas e que já foi preso por tráfico, mas também cometia delitos como furtos e roubos para sustentar o vício. Já era conhecido nosso por estas práticas”, disse.

Por ser considerada pela polícia como uma “área vermelha”, nenhum morador quis ou soube dar informações sobre as circunstâncias do crime, dificultando a polícia de coletar detalhes sobre a participação de um ou mais suspeitos no assassinato.

Cena do crime

Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), que tinha à frente o delegado Lenoir Cunha, esteve na cena do crime e colheu as escassas informações que foram levantadas, para encaminhá-las à Delegacia de Outeiro, que iria ficar responsável pelas investigações do caso. Segundo o delegado Lenoir, o assassinato de Márcio tem características de execução. “Fomos informados que ele era reincidente por tráfico de drogas, era viciado e cometia vários furtos e roubos para sustentar o vício. Ele foi atingido por um único disparo no rosto, sem dar chances de defesa. Possivelmente, ele foi vítima de uma execução por alguma dívida com o tráfico”, falou.

Os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Luisa Maia e Nelson Vidal, fizeram o trabalho de levantamento de local de crime e em poder da vítima somente uma caixa de fósforos com uma bituca de cigarro foram encontrados em um de seus bolsos. O cadáver de Márcio Nascimento foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), onde passaria por necropsia.

(Diário do Pará)

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