Depois de aproveitarem a companhia de familiares e amigos, assistindo a um jogo de futebol pela televisão em frente à residência, todos cansados foram dormir. Mas um deles não acordou. O operário Odeilson Miranda Meireles, conhecido como “Fofoia”, de 24 anos, foi assassinado com dois tiros nas costas, por volta das 2h30, dentro da própria e pequena casa de um cômodo, doada pela irmã, localizada na rua Doutor Felício Pontes, na ocupação Pinheirinho, bairro Pratinha II, em Belém. A polícia trabalha com a hipótese de execução, mas os motivos ainda são desconhecidos.
De acordo com informações da polícia, dois homens que supostamente o conheciam chegaram em uma motocicleta de modelo e placa desconhecidos, estacionaram às proximidades da casa da vítima e seguiram a pé. Quando chegaram aos fundos da casa de Odeilson, os assassinos teriam batido na porta e lhe chamado pelo nome. Foi então que “Fofoia” abriu a porta e teria sido obrigado a deitar de bruços no chão. Depois isso, dois tiros fatais foram disparados nas costas da vítima. A dupla voltou correndo e fugiu na moto.
O sargento PM Alberto, do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou que a vítima estaria morando no endereço há nove meses e não teria qualquer envolvimento com o mundo do crime nem seria viciado em drogas.
“Os familiares o acolheram aqui. A irmã dele morava na casa em que ele estava morando. Mas ela construiu esta casa nos fundos e deu a casa frontal para o irmão. A vítima era do município de Colares e veio morar em Icoaraci porque conseguiu emprego em uma empresa de fabricação de sabão. Ele não tinha passagens pela polícia, era um homem trabalhador e não estava recebendo ameaças de morte de ninguém”, falou.
Para o sargento, o crime tem características de execução. “Segundo testemunhas, os criminosos chegaram a pé, mas estavam em uma moto, que foi estacionada em outra rua. Eles bateram na porta, chamaram Odeilson e, quando ele abriu a porta, foi assassinado com dois tiros nas costas. Nada foi roubado. Eles vieram só para matá-lo. Foi uma execução, mas ainda não sabemos os motivos”, falou.
Uma área considerada “vermelha” pela polícia, devido ao alto índice de tráfico de drogas, com pouca iluminação, sem pavimentação e sem sinalização dificultou a localização do assassinato. Quem se aproximava da porta dos fundos da residência da vítima conseguia observar o corpo de Odeilson estirado de bruços. E no interior da casa os objetos foram deixados como estavam antes de ele ser morto, como o ventilador ligado e a cama em que ele dormia desarrumada, antes de se levantar para ser assassinado.
Policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), comandados pela delegada Maria Lúcia dos Santos, e peritos criminais do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves estiveram na casa realizando o levantamento de local de crime.
(Diário do Pará)
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