Os rastros de sangue ficaram espalhados pela Rua São Silvestre, no bairro do Jurunas, em Belém, na madrugada de ontem. O trabalhador braçal Ivanildo Magalhães de Almeida, 38, foi morto com golpes de gargalo de garrafa no ombro e no pescoço. Segundo informações da polícia, no dia anterior ele teria tido uma briga com um suspeito identificado como “Flavinho”, que seria traficante de drogas do bairro. Até o final da madrugada de ontem, ele não foi localizado pela polícia.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) foi acionada para atender a ocorrência no endereço, mas ao chegarem ao local, os socorristas do Samu constataram que o Ivanildo de Almeida já estava morto.
Segundo o cabo PM Marcelo da viatura 9904, da 2ª Companhia (Cia) / 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a vítima estaria consumindo bebidas alcoólicas antes de ser morta. “Segundo testemunhas, ele estava bebendo com alguns amigos e foi atingido por golpes de gargalo e garrafa. As pessoas aqui não quiseram dar mais informações sobre o crime por ser uma ‘área vermelha’, onde é muito alto o índice de tráfico de drogas”, disse.
Os fortes golpes teriam quebrado o gargalo de garrafa no pescoço, perfurando brutalmente a veia jugular da vítima, fazendo com que o trabalhador braçal sangrasse até morrer. Vários estilhaços de garrafa foram encontradas na cena do crime.
De acordo com testemunhas, a vítima ainda tentou reagir, tentando travar luta corporal com o criminoso, que seria um traficante conhecido pelo apelido de “Flavinho”. Ambos teriam tido uma discussão na última quinta-feira (19), mas por motivos ainda desconhecidos. Esta suposta discussão teria sido o motivo do assassinato.
Peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram ao local do crime e realizaram o levantamento de local de crime. Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), comandados pelo delegado Lenoir Cunha, colheram informações sobre o caso e deveriam encaminhá-las para a Delegacia de Polícia do Jurunas. O cadáver da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).
(Diário do Pará)
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