O pedreiro José Martins de Freitas, 54, foi parar no Presídio de Redenção sob a acusação de ter praticado estupro de vulnerável e ainda engravidado a sobrinha, de 12 anos. A prisão do pedreiro ocorreu na tarde de quinta-feira (27), enquanto ele trabalhava na construção de uma casa, na área rural de Redenção. A Justiça acatou o pedido da delegada Viviane Flores, que vinha acompanhando o caso desde agosto, quando fez todos os procedimentos através de portaria.
De acordo com o relato da adolescente, o pedreiro praticou o primeiro estupro em maio, quando ela e a mãe foram a Redenção e se alojaram na casa dele. A família da adolescente tinha uma relação de amizade de muitos anos com o acusado. A vítima e seus familiares residem na colônia Campina Verde, a 40 Km de Redenção. Para a delegada, a adolescente possui a ingenuidade e inocência “de criança do campo”. Ela contou que José Martins a obrigou a tirar a roupa e deitar na cama com ele. “Ele disse que, caso eu contasse para alguém, ele iria matar eu, meu pai e toda a minha família”, contou a adolescente para a delegada.
Em agosto, a mãe da vítima veio novamente a Redenção resolver alguns assuntos e se hospedou novamente na casa do pedreiro, que estuprou de novo a menor. O que o pedreiro não sabia era que a menor já havia engravidado e a mãe, ao perceber que a menstruação dela não veio, quis saber se alguém havia praticado sexo com ela. A menina aproveitou para contar tudo.
A família procurou a delegada Viviane Flores e relatou o fato. Há 15 dias, a delegada indiciou o pedreiro, que negou tudo, disse que era inverdade e que os pais deveriam procurar o pai da criança.
A delegada, através do inquérito de portaria, solicitou a prisão preventiva do pedreiro, que foi acatada pela Justiça. A delegada informou aos familiares da vítima que, caso eles quisessem, a adolescente poderia fazer o aborto, que é permitido pela lei em caso de estupro.
(Diário do Pará)
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