Uma criança de dez anos precisou passar por quatro unidades de saúde para apenas na quinta conseguir atendimento e ainda com muita espera. O menino havia levado uma pedrada na cabeça, na escola. A família percorreu muitos lugares até conseguir realizar alguns exames e a sutura do ferimento.
“Fomos aos postos de saúde da Sacramenta e da Marambaia e nos disseram que não tinha material para sutura. Aí fomos para o Hospital Santa Terezinha, que é infantil, mas nos informaram que, como a batida era na cabeça, devíamos ir ao Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março. Para lá fomos e não nos atenderam. Alguns médicos e enfermeiras estavam sentados lá e apenas nos disseram que não havia material para o atendimento, nos aconselhando a ir ao Hospital Metropolitano”, relata Fabíola Fernandes, madrinha do menino, que acompanhou a busca por atendimento.
Desde as 13h, a criança aguardava atendimento no hospital e só foi avaliada por um médico por volta das 16h. “Deram a ele uma pulseirinha de pouca gravidade e ficamos aguardando horas para uma coisa simples. A gente sabe que esse hospital é de alta e média complexidade, mas não temos culpa se não há outro lugar para atendê-lo. Eles alegam que estão sobrecarregados, que recebem gente de todo lugar, mas isso não é culpa da gente”, comenta.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou, em nota, que houve um atraso na chegada de alguns dos materiais hospitalares para Unidades de Saúde e que, por isso, alguns destes estavam em falta. A Sesma garante ainda que já foi feita uma compra emergencial de insumos e medicamentos para suprir as demandas das unidades de urgência e emergência, incluindo os prontos-socorros.
Hospital esclarece
O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) enviou nota informando que o paciente entrou no hospital às 13h05, sendo classificado como verde, sem gravidade. Recebeu assistência inicial de enfermagem em seguida e assistência médica às 15h15, sendo avaliado pelo cirurgião geral e neurocirurgião. Foi submetido a tomografia computadorizada, que confirmou sem nenhum achado clínico ou lesão. Em seguida, foi feita sutura e a liberação para o domicílio. “Cabe ressaltar que paciente classificado na cor verde, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde, tem até quatro horas para atendimento inicial”, ressalta a nota.
(Diário do Pará)
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