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POLÍCIA

Jovem tenta fugir de blitz, capota e morre

No fim da tarde do último sábado (5), mais um acidente gravíssimo foi registrado na rodovia PA 150, na altura do quilômetro 10, após o município de Ipixuna do Pará, rumo a Jacundá, onde morreu Antônio Marco da Silva Rodrigues, 24 anos, morador de Tucuruí.

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No fim da tarde do último sábado (5), mais um acidente gravíssimo foi registrado na rodovia PA 150, na altura do quilômetro 10, após o município de Ipixuna do Pará, rumo a Jacundá, onde morreu Antônio Marco da Silva Rodrigues, 24 anos, morador de Tucuruí. Ele teria ido até Marabá buscar uma picape para um primo, quando ocorreu uma colisão com um micro-ônibus, interrompendo a viagem e sua vida.

Segundo informações de um grupo de pessoas que também estava em viagem naquela tarde, de Marabá para Goianésia do Pará, era por volta das 17h do sábado (5), quando transitavam entre os municípios de Ipixuna do Pará para Goianésia, observaram um cidadão caminhando na estrada com um pneu de carro na cabeça. Eles resolveram dar carona ao homem, que por um percurso de quase 10 Km de viagem explicou que o pneu traseiro do carro teria furado, e o step estava vazio, tendo que voltar a Ipixuna para o conserto e, após a troca, seguiria viagem a Tucuruí.

Depois da troca, eles seguiram viagem em seus carros e, após cinco minutos na estrada, os dois veículos se aproximaram e viajavam próximos. Mais à frente havia uma barreira improvisada da Polícia Rodoviária Estadual, na PA 150, mas a viatura estava recuada e escondida atrás de uma árvore, segundo a testemunha que pediu para não ser identificada. “Os quatros militares estavam escondidos e, quando verificavam a aproximação de veículos, seguiam para a estrada. Era humanamente impossível brecar um carro com uma velocidade de 100 a 110 Km/h, quando solicitado por um militar que estava sem nenhuma visualidade para os condutores dos carros”, afirmou.

Em função da velocidade, a picape passou sem perceber a fiscalização da Polícia Estadual. Imediatamente, os quatro policiais entraram na viatura e seguiram em perseguição à picape, que trafegou em pontos críticos, quase saindo da rodovia. Devido ao relevo e à curva acentuada, o carro da testemunha perdeu a picape e o carro da PRE de vista por alguns instantes. Mas, cerca de cinco minutos depois, alcançaram uma concentração de carros parados na rodovia PA 150. “E o que é pior, presenciamos a viatura da Polícia Rodoviária Estadual, retornando de ré em alta velocidade, para não ser identificada ou supostamente acusada de autora da perseguição que culminou com a morte de Antônio Marcos. Cerca de 300 metros antes do acidente, desceu apenas um militar e o restante se escondeu, e só depois de 15 minutos apareceram no local do acidente”, conta a testemunha.

A força da colisão com o micro-ônibus que estava seguindo viagem para Marabá foi tão grande que o motor da picape foi parar a 30 metros de distância do carro. Mesmo com a gravidade do acidente, populares tentaram tirar o homem do carro, que ainda estava com vida, mas foram proibidos pelos quatro militares, que, segundo testemunhas, evitavam a aproximação das pessoas da picape. Quando os policiais resolveram prestar assistência e retirar Antônio Marco do carro, ele já estava sem vida.

O grupo que acompanhou todos os fatos, no carro atrás da picape, disse que os militares estavam assustados, mas procuraram atribuir o acidente à responsabilidade do motorista pela alta velocidade. Os militares ficaram o tempo todo guardando o carro e o condutor já morto.

Os familiares da vítima denunciam que sumiram R$ 300 em dinheiro dos pertences de Antônio Marco, um talonário de cheque da vítima e dois cheques assinados por seu primo para o caso de despesas em sua viagem, além de uma pulseira de ouro no valor estimado em R$ 3 mil.

Antônio Marco da Silva Rodrigues assumiria no próximo dia 14 a vaga de motorista do projeto Pro Paz, e era habilitado desde os 18 anos. Após a reportagem consultar a placa da picape, placa HQD 1520, foi constatado que o carro estava com licenciamento atrasado, podendo ser este o receio de Antônio não ter parado na blitz. Ou pelo grande número de assaltos na região, o condutor não confiou em parar no local.

Os familiares da vítima, que moram em Tucuruí, sudeste paraense, apelam às autoridades para apurarem este fato. Segundo o IML, ainda sem laudo oficial, a suspeita é de que Antônio Marco da Silva Rodrigues sofreu traumatismo craniano em função das inúmeras capotagens do veículo.

(Diário do Pará)

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