A Polícia Civil, através do Núcleo de Apoio a Investigação (NAI) e Superintendência do Salgado, prendeu ontem em Igarapé Açu, nordeste do Estado, dois homens acusados de tráfico de drogas. Com os acusados foram encontradas mais de 90 pedras de crack. Os suspeitos são apontados também como autores de diversos assaltos na região.
Foi com base em investigação, que a Polícia Civil realizou ontem a operação denominada “Insônia”. A linha de inteligência da corporação apontou um grande aumento de crimes na região. Os policiais descobriram que vários assaltos estavam acontecendo, todos com as mesmas características e praticados com extrema violência. Com informações sigilosas, os policiais chegaram aos principais suspeitos e descobriram que Helder Thiago Santos de Aquino, 21, e Rodrigo Santos Mesquita, 22, eram os responsáveis pelos constantes assaltos na região. “As informações repassadas pelas vítimas davam as características dos dois e mais um. São elementos perigosos e estavam na mira da polícia há muito tempo. Inclusive são suspeitos de cometer um roubo na localidade de Nazaré Fugido, em Magalhães Barata, estamos investigando esse crime também. Estamos investigando o paradeiro do terceiro suspeito”, contou o superintendente da Zona do Salgado, delegado Luiz Xavier.
Segundo ainda o delegado, um dos acusados é considerado foragido da justiça de Marabá, onde cumpria pena por roubo. “O Helder Thiago estava foragido do Crama e decidiu vir pra região do Salgado para cometer assaltos e a traficar. Só que aqui encontrou resistência da polícia. Ele é considerado extremamente perigoso”, disse Xavier.
A operação desarticulou o esquema de tráfico de drogas que a quadrilha mantinha na região. Com os acusados foram encontradas 92 pedras de crack, balança de precisão, barrilha leve, uma espingarda e um bufete de calibre 12. “Os bandidos estão associando as atividades criminosas. Agora eles não fazem apenas um tipo de delito. Ou seja, com os assaltos eles mantinham o tráfico de drogas e aumentavam seu armamento para se vingar de quem os ameaçasse ou deixasse de pagar a divida do tráfico. No caso desses acusados, eles decidiram comercializar o crack porque é uma droga mais nociva e que vicia mais rápido que a maconha”, explicou o delegado
A dupla foi autuada em flagrante por tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de armas, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. “Foi um excelente trabalho que resultou na prisão desses suspeitos, que repito, são de alta periculosidade. Esperamos que as vítimas compareçam a delegacia para aumentarmos o procedimento”, concluiu Luiz Xavier.
Os suspeitos foram transferidos para o Centro de Recuperação de Castanhal (CRCAST), onde estão a disposição da Justiça. (Diário do Pará)
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